Image Map
Mostrando postagens com marcador tudomais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tudomais. Mostrar todas as postagens

9 de maio de 2016

Vamos falar sobre séries?

Começa mais um espisódio de "Nay roubando memes de blogs alheios sem ser indicada".
Mas eu sou esse tipo de pessoa que é amiga platônica de blogueira que nem sabe que eu existo.. Meu jeitinho.

Catei do blog Starships and Queens que eu amo (e vou protegê-lo).

Sem mais delongas, vamos então falar dessas coisas maravilhosas que fazem nossos dias muito melhores e muito menos produtivos.

1) Qual a sua série favorita de todos os tempos?

Breaking Bad

Essa série foi estranha na minha vida. Meu marido que assistia e ele falou que eu PRECISAVA assistir que era muito boa e tal. Comecei mas não consegui avançar... ficava com preguiça... me dava sono... Insira aqui muitos meses se passando e paramos no momento que eu recomecei a série e assisti as 5 temporadas loucamente completamente viciada. Vai entender. É a vida e as vezes é uma questão de timing.

Para quem não conhece a história (alguém?) tem esse professor de química , o Walter White, que descobre que está com Câncer e a mulher tá grávida e não tem dinheiro e pode morrer e deixar a família desamparada. Daí que ele resolve produzir, junto com um ex-aluno, metanfetamina para vender e conseguir grana suficiente para deixar para a família se sustentar quando ele bater as botas. Mas aí a historia evolui e vira um bololô tão grande que todo episódio é um puta que pariu diferente.  A série já acabou e, diga-se de passagem, acabou perfeita e, pra mim, sem nenhuma ponta solta, que é parte do que me faz achar a série incrível. Soma-se a isso uma trama impecável e personagens perfeitos, profundos, enfim, é PERFEITA

.
2) Qual é o seu personagem favorito de todos os tempos?



Difícil escolha, mas vou ser coerente e escolher um da série que indiquei como a favorita: WALTER WHITE.  Eu odeio amar WW, porque ele vai mudando muito ao longo de toda a série e você se pega torcendo para que as piores merdas dele deem certo e fica arranjando justificativas para as piores atrocidades que ele comete. Assim como todos os personagens de BB, WW é complexo, cheio de nuances e ainda por cima representado por um ator que, pelo amor de Deus, é tão bom e incorporou tanto o personagem que é difícil demais não acreditar naquilo tudo. 

3) Cite uma série em que você viciou.

Modern Family

Eu comecei essa série meio despretensiosa porque tava lá no netflix disponível e quando eu vi já tinha assistido uma temporada inteira ser perceber. Os episódios são curtinhos, de aproximadamente 20 minutos e os personagens são muito engraçados. Acho que não tem um episódio que não me faça dar pelo menos uma gargalhada. OK, tem um esteriótipos meio duvidosos mas em linhas gerais é de uma leveza gostosa que às vezes a gente precisa para espairecer.

Cam <3

4) Cite uma série que todo mundo gostou (ou gosta) e você não.

Game of Thrones

Só uma palavra: BOOOOOORING. Eu já tentei. Mais de uma vez inclusive pra ver se eu tinha assunto com o mundo porque só falam nisso. Mas não deu pra mim. Muito chata, muito arrastada, just don't.

5) Cite um personagem com o qual você tem muito em comum.

Lorelai Gilmore

Como não amar as garotas Gilmore não é mesmo? Não entrou como minha série preferida, mas poderia tranquilamente figurar no primeiro lugar do meu coração junto com BB. E Lorelai... essa pessoa irônica, engraçada mas com humor negro, cheia de referências e piadas internas que ninguém entende, problemática, sentimentalmente confusa, com medo de decisões permanentes, carinhosa, amiga... na real sinto que Lorelai Gilmore moldou não só o caráter de Rory, mas o meu também.
 
PS: Acabei de assistir novamente em maratona as 7 temporadas do seriado e tô meio envolvida demais com tudo. Vou fazer post sobre, eu prometo. Ou não.




6) Cite uma série pouco conhecida que você gosta.

Community

Quase não vejo as pessoas falando dessa série maravilhosa e que eu mal sei descrever de tão surreal. Um grupo de amigos numa faculdade comunitária americana. Um grupo super heterogêneo que só está alí porque deu muito errado na vida de diferentes formas. Parece clichê. E é. Mas é justamente essa a grande sacada da série. Ela meio que zoa de si mesma o tempo todo, além de ter episódios épicos como o que a universidade inteira vira uma grande arena de disputa de paintball. Olha eu não sei se estou realmente conseguindo me expressar aqui, mas é que Community é tão peculiar, tão maluca que só assistindo mesmo. Tem comédia, tem uns dramas, personagens maravilhosos e tem o chinês de "se beber não case" como professor de espanhol. Sinto que essa resenha tá ficando ainda mais esquisita a cada frase.




7) Qual sua série favorita dos últimos tempos?

House of Cards

Para quem não conhece a série trata dos bastidores da política norte-americana centrada na pessoa do grandissíssimo filho da puta Frank Underwood e sua não menos maquiavélica esposa Claire Underwood. Eles fazem de tudo para alçar voos bem altos dentro do cenário político, de tudo MESMO. E o pior é: você se pega torcendo para que os planos deles deem certo. É meio assustador. A série é uma reviravolta a cada episódio. A quarta temporada foi lançada a pouco tempo e já está devidamente maratonada. E as unhas devidamente roídas agora na espera da próxima que sabe Deus quando vai sair.



8) Cite um protagonista que você não gosta, mas curte a série.

Rick – The Walking Dead

Na verdade curtia, porque enchi o saco da série também e parei de assistir na terceira temporada. Mas o Rick sempre foi um personagem que nunca me desceu. Puta cara mala.  Aquele filho dele então, SANTO PAI, perdi a conta de quantas vezes torci pra algum zumbi comer aquela criança.

9) Qual personagem você gostaria de ser?

Posso repetir? Então toma mais Lorelai Gilmore! Uma pessoa independente, livre, fiel aos próprios sentimentos que trabalhou muito para conseguir as coisas na vida e recusou todos os rótulos que poderiam querer lhe impor... 



10) Qual série você indica pra todo mundo?

Acho que isso depende muito da pessoa e eu sempre fico muito nervosa sobre se a pessoa realmente vai gostar ou vai achar uma bosta. Mas quando eu gosto de uma série mesmo eu encho o saco de todo mundo pra assistir, principalmente se for menos conhecida, pra ter alguém pra conversar sobre. Meu egoísmo grita.

Ultimamente tenho indicado muito Jessica Jones. Porque é uma série maravilhosa, com uma protagonista maravilhosa que vem dos quadrinhos. O arco da primeira temporada é perfeito, tem o David Tennant e o Luke Cage (insira suspiros aqui). A história se passa em Hell's Kitchen que é o mesmo cenário do Demolidor. Já foi confirmada pelo Netflix uma nova temporada, mas ainda sem datas.

E vocês o que andam assistindo de séries? Assistem essas que citei?? 

5 de maio de 2016

A Garota das Letras

​
Assisti por esses dias ao filme "A Garota Dinamarquesa" que conta a história da primeira mulher transexual, que se tem registro, que se submeteu a uma cirurgia de mudança de sexo.

Ao longo dos vários minutos belíssimos de filme vemos um Einar Weneger em conflito com quem ele era por dentro em contraste com seu corpo físico. Os medos, a aceitação, o sofrimento e a necessidade urgente de mudança, de coerência. Ele queria olhar no espelho e ser capaz de se enxergar, como quando ele fechava os olhos e pensava em si mesmo. Lili Elben queria viver, mas para isso Einar Weneger teria que morrer. Com ele sua profissão como pintor, seu casamento com Gerda, seus alicerces numa sociedade extremamente julgadora.

​
Terminei de assistir o filme e comecei a traçar um paralelo com a minha própria vida nos últimos tempos. Longe de mim aqui querer me comparar ao sofrimento e processo de mudança que uma mulher ou homem trans sofrem. Mas me sentindo extremamente empática com a necessidade de coerência do que somos por fora e por dentro.

Eu cresci rodeada por essa nuvem de cobrança pelo sucesso profissional. Não culpo meus pais por isso, eles queriam o meu bem, queriam que eu me tornasse o que eles não tiveram oportunidade de ser. Mas de certa forma isso me transformou por dentro. Eu sabia que tinha certas habilidades, mas eu também tinha essa certeza de que elas não seriam suficientes para que eu pudesse me tornar uma profissional bem remunerada, conquistar os bens materiais que constam no checklist da felicidade.

Então eu vasculhei dentro de mim e trabalhei duro para desenvolver outras novas capacidades. Eu me esforcei de verdade. Eu me tornei uma garota dos números e passei a viver disso. O checklist da felicidade foi começando a ser preenchido item por item, o que fazia com que eu cada dia mais acreditasse que essa era minha verdadeira identidade.

Mas o mais estranho é que mesmo no mundo dos números, eu comecei a me destacar pelas letras. Bons relatórios, Bons estudos, Boa comunicação, Boa arte. Aquela pulga atrás da orelha.  Aquele calor no peito quando um texto meu era elogiado.

​
E daí que há poucas semanas atrás eu me senti Einar ao vestir pela primeira vez um vestido. Aquela grande pergunta pairou sobre a minha cabeça: Porque não recomeçar? Porque não se reencontrar com aquela garota das letras do passado? Porque não tomar novos rumos? Traçar novos planos? Sonhar novos sonhos?

Muitos medos vieram, talvez o maior deles era o de estar muito velha para isso. De já ter deixado o tempo passar demais e ser incapaz de me reencontrar. Mas minha vontade de me sentir coerente com quem sou por dentro foi muito maior. E agora sou. Estudante de letras.

Ainda não sei os rumos que isso vai tomar, não sei o futuro da coisa toda. Por hora só venho, como Lili, sentindo a textura do leve tecido, a leveza das meias de seda, o abraço do lenço floral e a sensação indescritível de se olhar no espelho e enxergar a si mesma.

*As imagens do post são pinturas de Gerda Weneger, a esposa de Einar, retratando Lili Elbe.

2 de maio de 2016

Um feriado na Vila de Itaúnas – ES


A triste realidade de voltar de um feriadão bate forte (e o post demorou tanto a sair que já fazem 84 anos). Foram quatro dias inteiros do lado do maridinho aproveitando um dos destinos mais bem falados do Espírito Santo. Foi tão gostoso, tão relaxante e com fotos tão bonitas, sabe? Eu tinha que fazer um post sobre o assunto.
Isso e o fato de que alguns amigos já estão pedindo dicas do lugar e sempre fica mais fácil dizer: “dá uma olhada lá no meu blog que tem um post”. Sim, a preguiça de responder meus amigos me motiva a escrever.
Mas onde é Itaúnas? Porque é tão bem quista?
Itaúnas é uma vila charmosa no norte do Espírito Santo. Fica próxima à divisa com a Bahia e pertence ao município de Conceição da Barra. Fica a 25 km de Conceição da Barra e a 270 km de Vitória - ES. Não tem erro pra chegar lá. BR-101 até a entrada de Conceição da Barra (a placa da cidade parece mais propaganda de hotel, mas tudo bem dá pra sacar). Depois é pegar a entrada para Itaúnas (bem sinalizada) e andar os próximos quilômetros de terra que te separam da pacata vila, tenha um pouco de paciência, já comece a entrar na vibe pé no chão...
Um pouco de história (meio que roubada da Wikipédia, sorry)
A Vila de Itaúnas surgiu por volta do século XVIII, em decorrência da derrubada da mata nativa, abundante na época devido às empresas de celulose. Há muitos anos, a vila possuía uma pequena faixa de mata que a separava do mar. Era essa vegetação que segurava o avanço do lençol de areia, que se movimenta constantemente com a ação do vento Noroeste, muito comum no norte do Espírito Santo. Com a derrubada dessa faixa de mata, entre as décadas de 1950 e 1970, a areia avançou sobre a antiga vila, soterrando-a. Hoje restam apenas algumas ruínas, que podem ser observadas de tempos em tempos, quando a areia as descobre.
Pracinha da Vila 
Enquanto a vila era encoberta pela ação da natureza, a prefeitura de Conceição da Barra adquiriu terras do outro lado do rio. Ali, foi erguida a nova vila, que lá se encontra até hoje. E as dunas que foram a ruína da antiga vila, hoje são o atrativo turístico principal de Itaúnas.
Apesar de originariamente constituir uma vila de pescadores e se situar encravada em meio a um Parque Estadual de Preservação Ambiental, a Vila oferece toda a infraestrutura necessária, com estabelecimentos residenciais e comerciais, assim como áreas reservadas e próprias para camping. Só não tem caixa eletrônico nem posto de gasolina, então vá abastecido!
Onde ficar?
Existem MUITAS pousadas e estalagens em Itaúnas, para todos os tipos de gostos e bolsos. Um bom guia que encontrei na internet quando estava pesquisando sobre a vila foi esse aqui> http://www.rotascapixabas.com/2010/10/02/serie-especial-itaunas-5-onde-ficar/. Tem todos os detalhes dos melhores lugares para se hospedar.
Nós nos hospedamos na Estalagem Vila Tânia. A experiência foi bem agradável, o serviço foi muito bom, o quarto era ótimo. O único ponto negativo é que se você quiser consumir qualquer coisa que tenha trazido, mesmo que eles não tenham no cardápio, você paga uma taxa. E também eles proíbem o uso da toalha do quarto na piscina, mas não avisam isso antes para que você leve uma toalha para esse fim. Ou você dá um jeito ou vai pro quarto encharcada. Link da pousada aqui: http://www.vilatania.com.br/vilatania/
Nosso quarto com rede na varanda
área externa da pousada
O que fazer?
Bom, realmente não vá pra Itaúnas esperando um dia cheio de atividades. É um lugar pra relaxar, descansar a alma, se conectar com a natureza, andar de havaianas o tempo todo. A Bibi me avisou que não precisava levar nada além de havaianas eu insisti numa sandália. Foi peso a tôa...
A principal atração de Itaúnas são as dunas e a praia que está além delas. Precisa ter um pouco de fôlego pra subir e estar pelo menos com um chinelo porque a areia é quente. 
 Essa é a entrada da praia. Tome um fôlego e suba com fé
Mas não se anime tanto que ainda tem mais um pouco
Nessa hora você olha esse horizonte delícia e toma o fôlego para os últimos metros

A praia é delicia, tem quiosques onde você pode consumir, quando a maré está baixa várias “piscininhas” se formam na areia onde as crianças brincam a vontade.  Quando a maré sobe a tarde fica mais complicado já que a água toma boa parte da faixa de areia. Muitas pessoas vão de carro até a entrada do Parque e de lá sobem a duna para a praia. Eu realmente acho desnecessário. É coisa de 1 km de caminhada do centro da Vila e se você não tiver coxas que assam como eu, vale muito a pena.
Delícia de lugar!
No caminho para a praia, logo na entrada do Parque Estadual de Itaúnas você passa por uma ponte sobre o Rio Itaúnas. Assistimos um belíssimo pôr do sol de lá.
 

Dois passeios imperdíveis são a Praia de Riacho Doce e o balneário de Costa Dourada, em Mucuri na Bahia.
As duas praias são acessadas por uma estrada de chão (boa e sinalizada) que atravessa o próprio Parque Estadual. São 16 km da Vila até Riacho Doce e uns 30km até Costa Dourada. Fomos apenas para conhecer e gastamos apenas uma manhã para conhecer as duas. O mais triste foi conhecer a Praia de Riacho Doce sem Riacho Doce. Explico: normalmente o Riacho encontra o mar e você pode tomar banho de Rio na faixa de areia da praia. Mas devido a seca, o riacho não estava dando as caras.
Estrada que leva à Riacho Doce e Costa Dourada
Praia de Costa Dourada - Mucuri - Bahia
Praia de Costa Dourada - Mucuri -  Bahia
Praia de Riacho Doce - Itaunas - ES
 Para os amantes da aventura, existe a possibilidade de contratar guias para realizar trilhas, passeios de caiaque e bugre. Nós dispensamos.

Além de ir para as praias, tem a maravilhosa parte de comer! A vila possui vários restaurantes excelentes. O preço não é dos mais baixos, mas vale cada centavo.
Restaurante do Cizinho
Comemos no Cizinho, o restaurante mais famoso de lá onde comi um filé com queijo e banana que é de comer rezando, no Lobo do Mar, que fica quase em frente ao Cizinho também com um cardápio ótimo. 
Comemos uma Piadina na La Piada que é nada mais que uma portinha comandada por um italiano mesmo, que faz essa massa na chapa com recheios delícia. Comemos numa pizzaria chamada Oásis uma pizza deliciosa, massa fininha, recheio na medida, acompanhada de um chopp artesanal da casa incrivelmente bom!
me deu água na boca só de lembrar desse chopp
placa da birosquinha do italiano que vende a piadina delícia e dá pra ver o climinha bucólico da vila a noite
Todos os lugares ficam bem próximos uns dos outros que ficam bem próximo da praça, que ficam bem próximo de qualquer pousada. Resumo: em Itaúnas tudo é muito próximo. É convite para deixar o carro de lado e andar.
Uma grande atração de Itaúnas, mas que nós não desfrutamos, é o forró! No mês de Julho a vila recebe um festival nacional de Forró muito disputado. Se você quiser vaga é melhor começar a procurar já. Não sei se foi porque era baixa temporada, mas mesmo com o feriadão não encontramos nenhum forró pra ir. Ou talvez tenha começado mais tarde e a gente realmente dormiu cedo por esses dias. Enfim, fica pra próxima.
Resumo da ópera:

Precisa dizer mais? Resumo é: Vá pra Itaúnas, vá logo! Se você está querendo um lugar pra relaxar, desconectar e experimentar a simplicidade, a calmaria, vá amanhã!
Foram dias realmente incríveis e já bateu aquela saudade.


15 de março de 2016

Meu Bullet Journal baixo orçamento


Quem me conhece sabe: sou desmemoriada em níveis alarmantes. Meu marido, coitado,  sofre. Ele fala as coisas eu esqueço, eu falo as coisas e esqueço que falei, eu penso que falei coisas que na verdade não falei. Meu jeitinho.

Só que fazer isso na vida pessoal é mais tranquilo. Quando comecei a trabalhar, lá nos meus 18, 19 anos, tive que bolar estratégias para contornar meu problema e ser uma pessoa organizada no ambiente de trabalho. Calhou também de eu trabalhar com uma pessoa maravilhosa que me capitaneou nesse mundo de planejamento, padrão e organização, minha amiga linda e gateira, Renata.

Desde esta época eu sempre fiz uma agenda personalizada, agendas comuns nunca atendiam minhas necessidades. Montamos algo de forma que pudéssemos anotar as atividades e tudo mais que fosse pertinente. Ligava pra algum contato? Anotava o número lá! Visitava algum site importante? Anotava lá. Listas de atividades? Também. A ideia era manter todas as informações concentradas em apenas um local, onde eu pudesse recorrer quando precisasse relembrar alguma informação.

Agenda de 2014. Capinha fofinha com os migs do trabalho e páginas divididas por semana com bastante espaço para anotações diversas.Eu mandava encadernar. E sim, eu guardo os antigos
 Dai que esse ano eu descobri o tal do Bullet Journal, ou BuJo para os íntimos, que nada mais é que um pouco do que eu já fazia, só que mais elaborado e com adições muito legais pra facilitar ainda mais a organização e visualização das informações. Estou usando não apenas para a vida profissional como também, e principalmente, para a vida pessoal.

Se você buscar por Bullet Journal na internet, principalmente no Pinterest (♥), vai encontrar um milhão de ideias, cadernos que são verdadeiras obras de arte.

Mas meu objetivo não era fazer arte, só me organizar mesmo, então meu BuJo é bem simplificado. Um blog que me ajudou muito no processo de montagem foi o Desancorando da Maki que explica muito direitinho o conceito todo com fotos lindas.

O Bullet Journal tem algumas características importantes que por mais que pareçam desnecessárias, ajudam muito no dia a dia de uma pessoa desorganizada e desmemoriada por natureza. Vou explicar todas as características do meu a partir das fotos que tirei dele.

1 – A escolha do Caderno
 
 

A maioria da galera que faz o Bujo utiliza cadernos de brochura quadriculados. Eu procurei algo parecido pelas lojas daqui e não achei nada que me agradasse e também me incomodava um pouco a questão da Brochura, porque não sei lidar muito bem. Não dá pra arrancar páginas direito (coisa que eu faço com uma certa frequência) e é um pouco difícil de manusear, na minha humilde opinião. Então eu achei esse caderno da Credeal que tem o tamanho de uma agenda, o que é bom pra carregar na bolsa, Tem linhas normais (me irrita o quadriculado também), mas que tinha uma capa horrorosa. Tá, não era horrorosa, era uma paisagem, mas não ficou muito mais legal com minha pattern de caveiras mexicanas? Hein?

Imprimi, colei, passei contact em cima. Simples assim. Coloquei por dentro também na parte interna da capa da frente e atrás. Fiquei muito mais feliz.

 2 – INDEX e KEY (ou Sumário e Chave, mas eu sou metidinha nos ingrêis)


INDEX nada mais é que um sumário, onde você vai colocando as marcações importantes com o número da página onde está para facilitar a localização. Desnecessário dizer que outra questão é a necessidade de numerar as páginas. Ajuda MUITO. Acredite.

KEY são os símbolos que você usa pra identificar e tipificar as coisas que você coloca no caderno. Uma caixinha para tarefa, caixinha preenchida para tarefa realizada, bolinha para evento e assim vai. Vocês podem ver a minha na foto. Vai de cada um. Esse padrão visual para separar as anotações é muito bacana e eficiente. 

3 – Calendários anual e mensais
 

Bom, não precisa explicar pra que serve calendário né? Risos. Só que aqui vem em duas versões. Um calendário anual para facilitar a busca por datas e uma visualização geral da coisa e calendários mensais onde você pode fazer anotações nas datas para não se esquecer de eventos, consultas, aniversários, tarefas e outras anotações rápidas que precisam ser lembradas naquele dia e mês específicos.  A maioria dos donos de BuJo desenham no próprio caderno esse calendário mensal, mas meu TOC visual não permite porque poderia ficar torto, ou desproporcional. Aí eu fiz uma versão no computador que eu imprimi e colei nas páginas. Coloquei o arquivo aqui caso você queira baixar.

Aqui vale a ressalva. Normalmente as pessoas desenham o calendário mensal e logo após dele passam para a próxima parte que eu vou mostrar que são as anotações daquele mês. Aí, assim que acaba o mês, desenham o próximo e continuam. Isso não dá muito certo pra mim, porque preciso anotar coisas nas caixinhas que vão acontecer nos meses seguintes. Aí simplesmente colei os doze calendários mensais na sequencia e depois comecei as anotações. Mas isso é o que funciona pra mim. O legal do Bullet Journal é esse: você pode adaptar para seu jeito e suas necessidades, coisas que agendas normais não permitem.

4 – Anotações e Habit Tracker


Aí começam as anotações e o céu é o limite. Eu costumo fazer uma lista de tarefas todo começo de mês, deixo umas duas páginas reservadas para isso pois vou adicionando novas tarefas ao longo do período. Tem também o Habit Tracker (ou rastreador de hábitos. Já sabem, metidinha) tem o objetivo de te ajudar no monitoramento de atividades que você quer avaliar a frequência com que realiza. Eu coloco coisas como academia ou menstruação. Cada um coloca o que achar pertinente.  


Eu não escrevo todo dia, escrevo quando realmente preciso registrar algo. No meio do caminho vão entrando receitas que eu fiz e gostei, lista de filmes e series pra ver, textos e fases bacanas que eu li, ideias para o blog, enfim, tudo que eu achar digno de registro. 

Desculpe os detalhes íntimos na imagem hahahahah
É isso, galere. Não tem muito segredo. Só posso dizer que o BuJo tem me ajudado muito na organização geral da minha vida e tem sido um grande exercício de criatividade. É sempre bom ter um caderno por perto pra anotar aquela ideia que surge do nada, ou fazer aquela listinha que ajuda a se concentrar no meio desse turbilhão de informação que é a vida.

Quando você coloca no papel as coisas, parece que tudo fica mais claro e acessível e até ajuda a definir prioridades e traçar planos. Coisas que eu nunca consegui com agendas normais, reais ou virtuais. Tentei vários aplicativos no celular mas nunca foi tão eficiente quanto o Bujo é. Talvez porque o celular tem muitas distrações e quando estou escrevendo no meu caderninho estou com foco total naquilo. Não sei, é uma teoria.

E vocês o que fazem pra se organizar? 

23 de fevereiro de 2016

O desafio da maternidade e o problema das pessoas acharem que existe receita pra tudo na vida

Não consegui achar um título melhor, desculpa tá? 


O que acontece é o seguinte teve esse desafio da maternidade no facebook que encheu o saco nossas timelines de fotos e relatos de mães sobre como é lindo e pleno ter filhos. E também teve toda uma polêmica de mães que se sentiram incomodadas com essa romantização da coisa toda e tentaram deixar bem claro que nem sempre é lindo, às vezes você tem vontade de afogar a cria na banheira e se afogar junto depois, que muitas vezes não existe suporte nenhum por parte dos pais que foram carinhosamente apelidados de “pai de selfie”, já que gosta de ostentar os fióte arrumado e cheiroso nas redes sociais, mas trabalhar que é bom pra aquela bunda ficar limpa não.


Acontece que coincidentemente, ou não, comecei a ler nesses tempos o livro “Precisamos Falar sobre Kevin”. Ainda to lendo na verdade, mas achei essa parte tão coincidente com essa polêmica toda que resolvi vir aqui falar sobre. Daí que esse livro é contado em cartas (pelo menos até onde eu li) pela mãe de um rapaz que cometeu homicídio em massa, tipo esses malucos que entram numa escola e saem matando geral. As cartas são todas para o atual ex-marido. E ela vai contando um pouco de como foi a decisão de se tornar mãe sem nunca óbvio imaginar o que ela estava colocando no mundo.


E aí teve esse trecho em que ela lista todas as razões pelos quais à época não queria embuchar. Venha com a titia e leia aqui: (sim eu coloquei o trecho inteiro porque vale a pena)

“Caso eu tivesse enumerado as desvantagens da procriação, “filho pode acabar sendo assassino” jamais teria aparecido na lista. Na verdade, ela teria sido algo mais ou menos assim:

1. Pentelhação.
2. Menos tempo só para nós dois. (Que tal tempo nenhum só para nós dois?)
3. Os outros. (Reunião de Pais e Mestres. Professores de balé. Os amigos insuportáveis das crianças e seus insuportáveis pais.)
4. Virar uma vaca gorda. (Eu era esbelta e preferia ficar como estava. Minha cunhada teve varizes durante a gravidez, aquelas veias enormes nas pernas dela nunca mais desincharam e a perspectiva de ver minhas panturrilhas se ramificando em radículas azuis me torturava mais do que eu poderia admitir. De modo que não admiti nada. Sou vaidosa, ou já fui um dia, e uma de minhas vaidades era fingir que eu não tinha vaidade.)
5. Altruísmo artificial: ser forçada a tomar decisões segundo o que é melhor para uma outra pessoa. (Eu sou pavorosa.)
6. Redução nas minhas viagens. (Note que eu disse redução. Não fim delas.)
7. Tédio enlouquecedor. (Eu achava criança pequena uma chatice inominável. E, desde o princípio, sempre admiti isso para mim mesma.)
8. Vida social imprestável. (Nunca consegui ter uma conversa decente na presença de crianças de cinco anos na sala.)
9. Rebaixamento social. (Eu era uma empresária respeitada. Assim que aparecesse com uma criança a tiracolo, todos os homens que eu conhecia — e todas as mulheres também, o que é deprimente — deixariam de me levar tão a sério.)
10. Arcar com as consequências. (Procriar é saldar uma dívida. Mas quem quer saldar uma dívida da qual se pode escapar? Tudo indica que as mulheres sem filhos escapam impune e furtivamente. Além do mais, de que adianta pagar uma dívida para o credor errado? Só a mais desalmada das mães poderia se sentir recompensada da trabalheira ao ver a própria filha levando finalmente uma vida tão horrenda quanto a sua.)

Essas, pelo que consigo me lembrar, foram as minúsculas apreensões que eu pesei de antemão, e note que tentei não contaminar a ingenuidade bestificante delas com o que de fato ocorreu. Obviamente, os motivos para continuar estéril — e que palavra devastadora, essa — eram todos incômodos tolos, sacrifícios insignificantes. Eram razões egoístas, maldosas e mesquinhas, de sorte que qualquer mulher que compilasse uma tal lista e optasse por manter sua vidinha arrumada, sufocante, estática, ressequida, sem saída e sem família era não apenas míope como também pavorosa.

No entanto, ao contemplar agora esse rol, constato, surpresa, que, por mais condenáveis que sejam, as reservas convencionais à procriação são todas muito práticas. Afinal, agora que os filhos não aram mais nossas terras nem nos dão guarida quando ficamos incontinentes, não há motivo sensato para tê-los.”



Eu diria que não precisaria complementar mais nada depois desse trecho do livro porque é autoexplicativo, mas não sou dessas.


O que tô querendo dizer juntando tudo isso é que as pessoas precisam urgentemente parar de querer cagar regra na vida das pessoas. Nada na vida de ninguém é igual, ninguém é igual, relacionamentos nunca serão iguais por consequência, afinal se as pessoas são diferentes todas, imagine a análise combinatória destes encontros. 


Fazer tudo “certo” não é garantia de sucesso porque não somos máquinas. Nós temos sentimentos, nós somos imprevisíveis, nós surtamos, nós ~desamamos, nós morremos.


A gente precisa para de achar que a vida é homogênea e precisa parar de justificar nossas opiniões com “mas comigo não aconteceu assim”. MIGA, se contigo não aconteceu parabéns, você quer palmas?


Eu quero ter filhos, hoje eu quero. Já não quis por muito tempo e ainda morro de medo inclusive de alguns dos itens da lista do livro, que poderiam tranquilamente entrar na minha. Mas sei que a minha experiência vai ser construída por mim mesma e pelo meu filho. Vocês podem cagar as regras que quiserem. Essa é a verdade.


Seria legal pra caramba se as pessoas fossem realmente honestas sobre suas experiências de vida nas redes sociais. A gente poderia ter um grande banco de dados de experiências pra se identificar com alguma que fosse coincidente, poder compartilhar, conversar sobre, sem julgamentos.


Mas infelizmente, nossa grande verdade hoje é que achamos que fazer do nosso jeitinho que é o certo, tão certo e perfeito que precisamos espalhar a receita de “como fazer certo” pra todos. Dando chiliques, claro, quando disserem que “queridinha, cala a boquinha que não é bem assim.” (Rosinha, te dedico)


Vamos todos entender que experiências são únicas e que a vida do coleguinha tem um monte de realidades que são totalmente diferentes das nossas e por isso a forma que nós estamos tentando enfiar a força na realidade da pessoa não vai caber?


Vamos praticar a empatia e o amor e respeitar a vida do amiguinho pra gente viver num mundo mais legalzinho e não querer diariamente que um meteoro acelere e caia por aqui e acabe com o problema de vez? Vamooosss!!! 



8 de dezembro de 2015

Sobre mais uma tatuagem

Decidi marcar minha pele mais uma vez. Mas dessa vez com uma tattoo de respeito.

Queria algo grande, algo lindo, algo que representasse esse momento da minha vida em que os 30 estão chegando. Um momento que como nunca na minha vida tenho descoberto o sentido de amor-próprio e de autodescoberta além de perceber que não vale a pena adiar planos e sonhos porque a vida é realmente curta demais e passa muito rápido.

minha primeira tattoo - 2013
Pode parecer bobagem, mas fazer trinta realmente gera na gente uma reflexão diferente. Talvez porque na teoria são os números da sua certidão de nascimento te dizendo que agora é pra valer, você é adulto de verdade.

Fato é que além de cada idade ter sua beleza, envelhecer pra mim não só não é ruim como também me faz melhor. Mais bonita, mais sábia, mais vivida, mais agradecida.

minha segunda tattoo - 2014
Foram algumas semanas de pesquisa por tatuadores legais, até que zapeando no Instagram “cai” no perfil do Denis Vazios. De cara me apaixonei pelo trabalho com inspiração japonesa dele e pelas peônias lindas que ele magistralmente registrou de diversas formas e em diversos corpos diferentes. Decidi! Queria as peônias!

Fui até lá fazer um orçamento, meio sem graça, meio envergonhada e fui super bem-recebida, deu pra ver que ele curtiu a ideia e o local que havia escolhido. Fui lá num outro dia e agendei. Os dias até a data escolhida foram ansiosos.

Mas chegou! E agora estou aqui com a essa obra de arte estampada na minha perna pra sempre. Vivendo um caso de amor com minhas peônias que tenho cuidado diariamente com litros de bepantol.



Doeu? Me perguntam. Claro! Pra cacete! Mas faz parte. Tatuagem não é só um ornamento, ela passa a fazer parte da sua personalidade, passa a integrar o conjunto do que é ser você. É como se o Denis tivesse passado três horas implantando um novo órgão em mim. Valeu cada minuto! To aqui me sentindo mais eu que nunca!


Para os interessados o estúdio do Denis fica no Shopping Praia da Costa em Vila Velha, ES. O telefone para contato é (27) 99777-9603 e você pode ver outros trabalhos dele no instagram: https://www.instagram.com/denisvazios.

4 de novembro de 2015

Não conte nada a ninguém e seja feliz



Ou Fique apenas com seus poucos e bons e saiba bem quem eles são.


 Somos seres relacionais. Ao longo da nossa vida criamos laços com muitas pessoas.

Um estudo feito na Universidade de Oxford comparou o tamanho do cérebro humano, mais precisamente do neocórtex (área responsável pelo pensamento consciente), com o de outros primatas. Ele cruzou essas informações com dados sobre a organização social de cada uma das espécies ao longo do tempo. E chegou a uma conclusão reveladora: 150 é o máximo de amigos que uma pessoa consegue ter ao mesmo tempo. Outros pesquisadores foram além e constataram que, dentro desse grupo de 150, há uma série de círculos concêntricos de amizade. Destes, apenas 5 amigos são os íntimos, com quem você mais fala e não hesitaria em ligar de madrugada. Já na antiguidade clássica, para Aristóteles, 5 era o número máximo de amigos verdadeiros.

O problema é que hoje temos uma vida cada dia mais atarefada. Cada vez mais cheia de obrigações, que tem transportado nossas relações cada dia mais para o virtual. Temos centenas de seguidores no twitter, centenas, até milhares, de amigos no facebook, pessoas que muitas vezes mal reconhecemos, mas com quem estamos muitas vezes compartilhando nossas vidas na mais profunda intimidade.

Vi isso num vídeo essa semana que uma colega de trabalho me mostrou e me marcou: nos raríssimos momentos que conseguimos nos reunir com nossos cinco poucos e bons amigos, aqueles que você pode contar, nos preocupamos mais em fazer a selfie do prato, em postar nas redes, em compartilhar com aqueles que estão lá do outro lado e que não estão nem aí pra você, que em desfrutar daqueles poucos momentos com pessoas que realmente fazem diferença na nossa vida.

Com quem tenho compartilhado minha vida? Essa é a pergunta que me fiz incessantemente essa semana depois de ter sido magoada por pessoas que utilizaram informações que eu mesma compartilhei pra fazer piadinhas. Piadinhas das quais eu não achei a menor graça. Qual é o sentido afinal? Pessoas que utilizam das minhas tristezas e fraquezas pra fazer piadas são meus amigos e merecem intimidade?

A princípio essa resposta parece fácil de responder: É Claro que não, Nay! Mas é difícil perceber quando você realmente cativou a amizade de alguém, demora um pouquinho pra perceber que o sentimento é unilateral. É claro que a maturidade traz mais expertise nesse assunto, mas quisera eu fosse definitivo... sigo tentando...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...