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13 de novembro de 2015

Clarice Falcão, sua maravilhosa!

Como comente lá no meu blog, Clarice Falcão joga na cara da sociedade um feminismo de muito bom gosto com a sua versão de "Survivor".


O vídeo tá simples, lindo, cheio de vida e batom vermelho! É pra ver, compartilhar e guardar no coração.




Dá pra morrer de amor fácil! Clarice, sua maravilhosa... deixa eu me juntar com vocês????



Laila >.<

17 de junho de 2015

Impacto Ambiental - Versão Bebê 2015 !

Se alguém aqui não sabe sou formada na área ambiental e atuo nela há quase 10 anos. E também para quem não sabe estou grávida de 04 meses.

Como qualquer mãe de 1º viagem, estou fazendo mil pesquisas na net do mundo dos bebês, entre mil coisa que me deparei esses dias foi com uma coleção de ”utensílios” descartáveis para “auxiliar a mãe atarefada”. Produtos que se intitulam como soluções para a correria do dia a dia.
Bem em 1º lugar quero deixar claro: Não sou contra a fralda descartável e lenços umedecidos! Gente não sou tão xiita assim a ponto de usar só fralda de pano (apesar de achar o máximo quem tem coragem de fazer isso) não estou pregando isso, só acho que o mundo esta passando por um processo consumista desenfreado que  sofre consequência de uma geração de resíduos exorbitante.
Ok, Bibi?! Tô meio confuso... O que afinal você está falando?


Deixa eu começar direto essa história, estava eu feliz e faceira olhando do instagram quando me deparo com 03 produtos um pouco inusitados, pelo menos para mim.
Um é um saco de plástico para você colocar a fralda suja antes de jogar no lixo, o outro um trocador descartável, nada mais que uma folha de papel para colocar em cima do trocador e assim após trocar a fralda você joga fora a folha de papel “trocador” também. E o ultimo é um protetor descartável que coloca-se no colchão para no momento do desfralde da criança para que ela não faça xixi na cama, que também vai para o lixo após o uso. E a empresa ainda diz que é tudo biodegradável e degrada rapidinho.
Enfim, quanto é a per capita kilo/dia que um bebê “moderno” produz? Tá ai o tema do meu próximo TCC (já fiz dois na área de resíduos).




A geração de resíduos está ligada diretamente ao consumo, sou consumista não nego, mas tento diminuir a cada dia, reaproveito algumas embalagens, não pego sacola no supermercado e pretendo não usar mil coisas descartáveis no meu filho! Por quê?? Porque quero que meu filho tenha acesso à natureza, que ele tenha ar mais limpo para respirar e não uma montanha de lixo que ele ajudou a gerar.




Bem é isso! Só minha opinião praticamente inofensiva sobre esse assunto, para que você que tá lendo esse post, às vezes, pense um pouquinho nisso.

Nota de rodapé: Achei melhor não colocar foto ou citar o nome da empresa criadora dos produtos, simplesmente porque esse é um post com uma opinião pessoal.


Esse link é de um site que apresenta um panorama da geração de resíduos através do uso das fraldas descartáveis se estiver a fim de ler clique AQUI. 






11 de maio de 2015

♥ Carta aberta minha mãe ♥

Ei Mãe,

Você sempre soube do amor que tenho por ti.
Você sempre soube do orgulho que eu tenho por ter me criado praticamente sozinha, desde quando Deus achou que papai fazia mais sentido lá no céu com ele que aqui com a gente.
Você sempre soube o quanto meu esforcei para ser tudo de melhor por você, para você.

Eu que não sabia, até algumas semanas atrás o que era amor de mãe, sabe por quê?! Por que eu te amava com todas as minhas forças, mas não tinha ideia do amor que você tinha por mim. Sabia que era um amor enorme, mas não conseguia mensurar.
Ai mãe, eu fiz uma teste, desses que você faz meio na duvida e tava lá bem grande, eu seria mãe também.

(meu teste positivo)

E amor que eu sinto a cada dia que esse bebê cresce dentro de mim é algo que não sei explicar.
Foi ai que soube o tamanho do seu amor por mim, é muito maior que eu podia imaginar. E sabe mãe? Meu amor por você também aumentou...



Agora eu sei que mesmo enjoada na gravidez, você sorria por que eu estava ali. Que mesmo com sono e tendo que cuidar da sua vida que não parou, e isso considerando minhas irmãs que precisavam de você, eu fazia a alegria e o seu sorriso no final do dia.
Sei que não fui uma criança fácil, você tinha duas princesinhas quietinhas em casa, eu cheguei e baguncei tudo. Andei cedo de mais, falei cedo de mais, mamei de mais ... E você nunca deixou de sorrir.


E até hoje quando já estou adulta, já estou com meus 31 anos e esperando meu primeiro filho, você me olha sempre com um sorriso, você transmite o seu amor, até nas broncas.
Sabe mãe, hoje eu comecei a entender tudo, entendi que você é muito maior que eu podia imaginar, entendi que você é muito mais forte e entendi principalmente que você é meu exemplo de amor, meu exemplo de vida, meu exemplo de mãe.

Feliz dia das mães!




4 de março de 2015

5 atitudes para fazer de 2015 um ano melhor

Agora que o carnaval passou e o ano começa de verdade, bate aquela bad. Um pouco de medo feat preguiça de enfrentar os duzentos milhões de problemas que ainda estão por vir nesse ano. Isso porque janeiro e fevereiro já não foram meses tão fáceis assim e 2015 já foi prenunciado desde o fim do ano passado como um ano de dificuldades e arrochos.

Mas ainda sou daquelas pessoas positivas que acho que a nossa atitude em relação aos problemas é fator determinante para os resultados que eles podem causar na nossa vida e na nossa sanidade. 

Trocando em miúdos, acredito que a vida é um grande espelho que só reflete de volta o que você mesmo produziu.


Resolvi então listar algumas atitudes que eu mesma pretendo exercitar na minha vida em 2015. Quero a vida mais leve, a cabeça mais desanuviada e os dias menos pesados. São só algumas reflexões. Não é verdade absoluta nem cagação de regra. 


1 - Seja menos possessivo


Acho a posse um dos maiores males desse mundo pós-moderno (que frase chique). Esse sentimento de posse das coisas e das pessoas é algo que além de não trazer felicidade, gera stress e tristeza. Possuir coisas é bom. Dinheiro então melhor ainda. Um carro pode ser maravilhoso, uma casa, aquela bolsa da moda, aquele livro da coleção especial. A gente dedica horas das nossas vidas nos nossos trabalhos para poder comprar coisas às vezes só pelo prazer da posse. Às vezes os sonhos nem mesmo são seus. São dos seus pais, do seu cônjuge, das amigas e você se sente pressionado a querer, sem nem ao menos ter coragem de conversar e expor o que pensa.

Mas sabe, conquistar essas coisas materiais não pode ser uma obsessão a ponto de nos distrair das alegrias e pequenas felicidades da corrida até chegar lá, no seu objetivo. Tem gente que programa uma viagem de férias e o que deveria ser meses de expectativa positiva vira um grande caminho de cobranças e stress. LET IT GO! (Frozen é vida) Reavalie seus sonhos e seus objetivos materiais e se desamarre de expectativas desnecessárias. 


2 - Valorize as verdadeiras amizades


Acredito que seja consenso: quanto mais velho a gente vai ficando, menor vai ficando o círculo de amigos. A gente vai aprendendo mesmo que se sentir sozinho no meio de uma multidão é muito mais fácil do que parece (nossa tô muito poeta). A gente vai aprendendo quem realmente gosta da gente e quem vale a pena.

Acho que as principais pessoas nesse quesito são nossas famílias. Tem gente que ainda mantém uma certa “birra adolescente” e nunca parou de fato para viver momentos com os pais. Sair pra almoçar com os irmãos. Sei que existem famílias complicadas e mágoas difíceis de superar para alguns. Mas sempre penso que pai é pai, mãe é mãe, irmão é irmão, e que investir em amá-los e entendê-los nunca é energia desperdiçada. Um dia eles podem não estar mais vivos e não conheço ninguém que não tenha se arrependido de não ter desfrutado um pouco mais da companhia e do amor daqueles que compartilham o mesmo sangue.

Também tem aqueles amigos que o tempo e a distância afastam, mas não conseguem fazer diminuir o carinho. Para estes, precisamos realmente parar com o “vamos nos ver, vamos marcar qualquer dia desses” e começar a fazer mais o “vem pra cá, acabei de fazer um almoço gostoso” ou “to aqui no Bar fulano, vem pra cá tomar uma cerveja comigo”. Ninguém vive sozinho e um relacionamento sempre é uma via de mão dupla. Não dá pra exigir do outro o que você não dá.Se você já sabe quem são seus poucos e bons, se dedique a mantê-los.


3- Conheça-te a ti mesmo


É tanta informação nesse mundo que às vezes a gente até fica meio tonto. Se você, assim como eu, acompanha todas as redes sociais possíveis, percebe ainda mais intensamente essa sensação de que o mundo tá girando cada vez mais rápido. Com isso vem aquela sensação de que a gente está ficando para trás. De que estamos sempre correndo atrás do vento.

Já diria Salomão: “...na muita sabedoria há muito enfado e o que aumento o conhecimento, aumenta a tristeza.” Pra você ver que essas angústias não são lá muito novas. Aliás, recomendo fortemente o livro de Eclesiastes na Bíblia onde Salomão conta o quanto correu atrás de tudo que achava bom e maravilhoso e que na verdade SPOILER ALERT descobriu que tudo é vaidade. Mesmo se você não for religioso e tals. Vale a pena mesmo ler. 

A gente precisa definitivamente parar de se cobrar para saber de tudo que rola nesse mundo. Miga, simplesmente não dá. Aceita que dói menos. Importante no meu processo de entender minhas limitações e ter equilíbrio para avaliar o que vale a pena e o que não vale, é ter um momento para mim mesma. Que seja uma atividade física prazerosa, que seja um passeio aleatório no shopping, que seja ouvir música enquanto olho para o teto do quarto. Um momento que desfruto apenas da companhia dos meus próprios pensamentos.

O autoconhecimento é ouro nesse mundo que cada vez mais tenta uniformizar as pessoas. E que essa busca também não seja para se tornar melhor para as pessoas, mas para você mesmo. 


4 - Olhe para o passado


Outra coisa negativa nesse mundo globalizado é aquela sensação que causa na gente de que estamos sempre aquém do que deveríamos estar. Quando temos lá nossos 15 anos a gente faz aquele planejamento mental de onde queremos estar quando chegarmos nos 30. Geralmente isso inclui um bom emprego, uma casa, um carro, uma família formada. Dai a gente vai chegando nos 25 e vai percebendo que não conseguiu nem terminar a faculdade, casa e carro tão muito longe e família formada, bem... quem disse que eu quero família formada mesmo?

As mesmo tempo jogam na nossa cara esses jovens milionários, Killie Jenner (amo Kadarshians-Jenner) comprando mansão milionária antes dos 20, Zuckerberg esfregando a riqueza na nossa cara antes dos 30, aquele seu colega que passou num concurso federal e tá ganhando 20 mil por mês. Sabe, a gente se sente aquele emoji bostinha do WhatsApp.

Precisamos urgente parar de nos comparar. URGENTE. Isso não é bom pra ninguém. Ter sonhos é importante e impulsionador, ter essas pessoas como inspiração também pode ser ótimo (ou não), mas não deve de forma alguma se tornar fonte de frustração. Se você não conseguiu alcançar o que imagina talvez seja apenas uma questão de reavaliar seu foco. A vida de ninguém é igual. Oportunidades, mentes, ideias, networking. Tudo isso influencia no resultado. Repito: não se compare. Ou melhor: comparece-se, mas apenas com você mesmo.

Olhe para o seu passado e veja o quanto você já evolui até aqui, o quanto já conquistou até aqui. Pode não ter sido muito, mas com certeza é alguma coisa. Esse sim deve ser nosso combustível: nós tornamos uma versão 2.0 de nós mesmos. 

5 – Viva!


“As melhores coisas da vida não são coisas“.  Parece clichê (e é), mas sabe... Essa é uma verdade profunda.

Para de se preocupar com o fato de que seu corpo não está do jeito que gostaria e aproveite a praia. Pare de se preocupar que sua casa não está lindamente arrumada e decorada e receba os amigos. 
Pare de se preocupar que a vida não está do jeito que você queria, desfrute o que você conquistou!

O tempo passa, a gente vai ficando velho, trabalhando demais, na internet demais, preocupados com dinheiro demais. Enquanto isso o mundo está girando, o tempo está passando e não volta! 

Viver é urgente! 



30 de janeiro de 2015

Porque você precisa urgentemente assistir Suits

Fala galera ! primeira vez escrevendo aqui, então nada mais justo do que uma pequena introdução da minha pessoa.

Sou o Lucas, irmão da Nay (nepotismo, será ? ), sou estudante de engenharia e estou vivendo há quase 1 ano nas terras longínquas da Oceania, mais precisamente em Melbourne, na Australia. Sim, vejo cangurus a todo momento, inclusive tem um do meu lado me servindo um café enquanto eu escrevo. Hehehe

Sou extremamente aficionado por séries, filmes e livros (tenho que confessar que consumo muito menos livros do que gostaria ). Sou aquele amigo que sempre tem alguma série ou filme pra indicar, saca ?

Então isso é exatamente o que pretendo fazer aqui: compartilhar meus gostos, o que eu acho interessante de se ver, discutir... Ou seja, fazer a mesma coisa que eu faço com meus amigos, só que agora pra quem quiser ler aqui. =)

Ja vou falar logo, não sou critico. Então, não me apedrejem se eu falar alguma bobagem porque é o que eu mais vou falar. =D
Mas, espero que vocês gostem das dicas. E se tiverem alguma outra dica e quiserem compartilhar, mandae!!

Então, vamos para a primeira série que eu quero muito falar sobre... SUITS!!!!

Uma palavra pra descrever essa série: FODA!!

Suits é uma série do canal americano USA Network, canal bem ''pequeno'', mas que tem umas produções interessantes, como White Colar por exemplo.  Acredito que por esse motivo, apesar de Suits ter um roteiro foda, com personagens fodas, e atuações fodas, ainda não é tão conhecido. Pelo menos não no Brasil. 

A primeira temporada foi lançada em 2011 e chegou a ser reconhecida como o segundo melhor show de 2011, atrás apenas de Game of Thrones. 

A série em si é baseada na vida diária de um escritório grande de advocacia de Nova York, a Person Hardman, no qual trabalha um dos personagens mais icônicos, foda e com frases que eu uso na minha vida constantemente, Harvey Specter.



Outro personagem central da trama é Mike Ross, um cara inteligente com força, mas que após ser expulso de Harvard onde cursava direito, agora vive a vida burlando o teste da ordem de advogados pra outras pessoas por dinheiro. Quando Harvey é promovido a senior partner, e precisa contratar um novo associado, os dois, por circunstâncias que são explicadas no primeiro episódio, acabam se encontrando e por demonstrar inteligência acima de qualquer expectativa, Mike acaba sendo contratado sem nem mesmo ter um diploma de direito.

Agora, o mais interessante é que Mike Ross, mesmo sendo super inteligente (super inteligente mesmo, tipo super dotado), acaba tendo que descobrir como é o mundo real de um escritório de advocacia.



Sinopse merda a parte, hahaha...a série é fantástica. Você pode ate pensar que é mais uma série comum de advocacia, que já existe Law and Order, pra você ver (nunca vi)... Mas não! A série consegue passar esses limites e desenvolver o seu plot no decorrer dos episódios e das temporadas. A trilha sonora da série é demais, o roteiro é muito bom e o que me deixa mais animado com a série é que não só os personagens principais são irados, mas todo o cast eh incrível. Personagens bem desenvolvidos pra caramba e atuações que merecem Globo de Ouro, especialmente de Louis Litt... Um dos meus favoritos e  que cresce de uma forma incrível (vide 4a temporada).




Se você curte uma série boa, com uma boa trama... eu te pergunto: o que está fazendo que não começou a assistir Suits ainda ?? =D

Aproveite que a 5a temporada vai começou agora dia 28 de Janeiro e corre para ver as temporadas anteriores!! btw, uma temporada melhor que a outra...

Acho que a série está no Netflix Brasil, mas não tenho ctz... Vocês acreditam que aqui na Austrália não tem Netflix =O ! eita país atrasado...hahaha

Espero que vocês tenham gostado dessa dica. Vou me esforçar pra trazer dicas legais de tudo que eu achar interessante. Se quiser me dar uns toques sobre o que posso melhorar, escreve ae nos comentários.

SUIT UP !! hahaha











7 de outubro de 2014

Filme - “ Mesmo se nada der certo” (Begin again -2014)

Oi gente! Tudo bom?!

Bom, meu primeiro post aqui no blog mais legal da galáxia, não vai ser sobre um livro. Vai ser sobre um filme ;) Apresentações primeiro, certo?!

Eu sou a Mari Salles. Sou costureira/contadora, nerds assumida. Ler aqui em casa sempre foi por diversão, sou filha de bibliotecária e professor de qúimica. Já viu né?! Bom, por hora tá bacana vocês saberem isso de mim. De vagar vou contando mais um pouco da minha saga literária, de viciada em séries e tudo mais que é bom na vida.

Olha só, isso não é uma resenha. É a minha impressão sobre um filme que envolve tudo que eu gosto: amor, música, superação. E ainda tem os DI-VOS que eu amo - Mark Ruffalo (meu Hulk favorito *---*) e o Adam Levine (vocalista do Marron 5).



Fui assistir esse filme semana passada por indicação da minha melhor amiga, no cinema com meu boy. Fui achando que seria uma comédia romântica dessas bem água-com-açúcar e me surpreendi. Achei que o namorado ia odiar, aquelas coisas todas. Mas não. A história te prende desde a primeira cena.






 Sinopse: Uma cantora se muda para Nova Iorque, mas logo após chegar no local, seu namorado americano decide terminar o relacionamento. Em plena crise, ela começa a cantar em bares, até ser descoberta por um produtor de discos, certo de que ela pode se tornar uma estrela.
Bom, bora lá. É engraçado como certas coisas acertam a gente em cheio. Esse filme foi assim pra mim. Fiquei tão apaixonada que até baixei a trilha sonora no iTunes e tô escrevendo ao som do filme. ;)


Falando primeiro do filme em sí: História clichê. Casal loucamente apaixonado que recebe a proposta de suas vidas para ir para NYC. Chegando lá, o cara vira um babaca, faz cagada e deixa a menina mais incrível da vida. No meio de tudo isso tem o cara que é gênio mas tá desacreditado, e vai mudar tudo. Eu avisei. É clichê. Mas é lindo. E a final de contas, não são todas as histórias de amor assim?


O filme vale a pena por muitos motivos, mas o principal para mim são as músicas. Não é um musical, é uma história bacana. Mas a trilha sonora é digna de musical sim. A produção é linda, e são aqueles personagens que você tem vontade de que sejam de verdade pra ser amigo deles. Eu gostei ;) Quem já viu?! Conta pra gente o que achou! ;)


E quem quiser é só dar o play aqui no trailer pra ver se gosta!



5 de agosto de 2014

A Luz na Porta


Hoje o dia começou, mais uma vez, na estrada. Quilômetros e quilômetros passando.


Faixa contínua, faixa pontilhada, faixa contínua, faixa pontilhada.


No fim do caminho uma reunião barulhenta, gente da comunidade, numa casa paroquial antiga. 


Enquanto todos chegavam me sentei. Comecei a mexer no celular, olhar as redes sociais, interagir com um mundo de pessoas a muitos quilômetros de mim. 


Num relance, enquanto o 3g lentíssimo carregava uma reportagem qualquer, me virei e dei de cara com uma porta antiga. Semi-aberta.


A luz entrava por essa porta de uma forma plástica, artística. Ressaltava aos olhos aqueles ladrilhos hidráulicos com uma estampa anos 70, desgastados, desbotados.


Vi uma beleza incomum naquilo, saquei o celular, fotografei. Sei que tem gente no mundo que entenderia a beleza disso.


Ironia. O mundo virtual veria uma beleza naquilo, talvez houvessem várias curtidas no meu instagram. Mas esse mundo. As pessoas que frequentam essa casa paroquial. Que levam suas vidas pacatas sem nem saber o que é 3g, essas pessoas não estão nem aí para o mundo.


Não interessa em quantas cores ele se pinte, em quantos caracteres ele consiga se descrever, essas pessoas veem a beleza da vida e dão importância ao que vivem alí naquele local. Não interessa se o piso é ultrapassado e a cor das portas não está na moda.


Elas sabem que a Mariazinha casada com o Joãozinho agora tá vendendo bolo pra fora. Elas sabem que a filha da Dona Joana, tá passando mal e talvez tenham que levar pra cidade pra fazer uma cirurgia. Elas sabem quem é o Seu Alcir, dono da borracharia. Elas pegam compras no mercadinho e deixa anotado na caderneta do seu Geraldo que no fim do mês, quando der um pulo lá na casa dela pra tomar café, ela paga.


Nunca imaginei na minha vida que rumo ela tomaria. Que a mocinha que nasceu e cresceu na cidade agora estaria aqui, num interiorzão, a muitos e muitos quilômetros do shopping mais próximo.


Mas também não imaginei que pudesse, nessa fase da minha vida aprender tantas lições.


O interior me fez perceber que não há nada tão urgente que você não possa parar dois minutinhos pra trocar um dedo de prosa com sua vizinha que é uma senhorinha solitária que passa o dia com as netas. Nunca imaginaria que essa mesma senhorinha pudesse ensinar tanto a respeito de perseverança e de como a vida pode ser imprevisível e dolorida pra qualquer um. 


O interior me fez perceber que bom mesmo é estar com as pessoas, e como é delicioso encontra-lás pessoalmente, e não por email, ou twitter, ou facebook, ou etc. Estou aqui longe de todos os meus melhores amigos e só assim percebi o quanto era valorosa a dádiva de tê-los ao alcance de uma ligação telefônica “vamos num barzinho hoje à noite?”.


Me fez perceber que ainda existe gente no mundo que mesmo com seus preconceitos e moralismos, não se importam com o que você tem ou mostra que tem, mas se importam com o que você é.


Sabe, eu gostava de me arrumar, ainda gosto. Às vezes penso “poxa ninguém me convida pra uma festa pra eu fazer uma maquiagem legal”. Aqui eu visto calça jeans e ninguém quer saber se ela é de marca. Aqui ninguém faz ideia qual é a cor Pantone do ano. Aqui ninguém sabe que esse brinco que eu tô usando é inspirado numa criação quentíssima da Dior. Ninguém simplesmente se importa com isso.


Eu precisei entender que não iria conquistar as pessoas pelo que eu tinha ou demonstrava ser, mas sim pelo que eu era. Tenho que ser duplamente educada, tenho que ser duplamente sincera, tenho que ser duplamente competente no meu trabalho. 


E quando eu volto pra casa, na cidade grande, no fim de semana, e olho para as pessoas, tenho me sentido uma estranha por lá também. Como se agora eu não pertencesse mais. Como se aquilo tudo não me deslumbrasse mais. 



Aquela luz na porta me fez perceber que vir pra esse lugar foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.  Me senti como aqueles ladrilhos hidráulicos. Esquisitos, fora de moda, desgastados, mas com uma beleza única conquistada pela experiência. 


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