Daí que estou nesse vórtex de leituras de livros new adult desde que li Belo Sacrifício no final do mês passado.
É sempre assim. Os Madoxx demoram a chegar, mas quando chegam me fazem querer ler um monte de romances gostosinhos clichê com garotos difíceis e meninas legais. (com exceção da Abby. Odeio. Quem conhece sabe).
Joguei no google: Bons livros new adult com personagens acima de 16 anos (não sou obrigada).
E apareceram muitas referências aos livros da Collen Hoover. Resolvi experimentar começando por Um Caso Perdido. Que gostei bastante, mas não será o foco desse post.
Já estava ali na lista de espera o Talvez Um Dia. Achei o nome legal, não era trilogia (glórias a Jesus) e as primeiras páginas me pegaram.
Sidney uma garota que vive na universidade e trabalha nela também, divide apartamento com sua amiga Tori e namora Hunter a uns bons dois anos. Só que ela não contava que estivesse levando um baita par de chifres dentro da própria casa. Isso mesmo, o namorado pegando a amiga. Ela arruma uma confusão, soca os dois e se vê na rua, com malas, na chuva e sem ter pra onde ir.
Aí entra Riden. Um cara que havia entrado na vida de Sidney há pouco tempo com uma amizade curiosa e que resolve hospedá-la no quarto vazio deixado pelo irmão no apartamento.
A relação dos dois começa platônica. Com Sidney à noite de sua varanda acompanhando as músicas tocadas por Riden na varanda oposta. Ela nunca imaginou que ele a percebia ocultamente admirando-o ali até que ele faz contato passando seu número de telefone num cartazinho improvisado. Como a história é contada por Sidney e por Riden sabemos pelo lado dele que ele, além de programador, é músico e compõe canções para a banda de seu irmão que está em relativa ascensão. Sabemos também que ele está em bloqueio criativo com as letras das canções e que percebe certa garota na varanda oposta cantando suas canções dedilhadas no violão. Percebe que pode ser a solução para seus problemas se essas letras que ela canta sozinha para si mesma sejam tão boas quanto parecem ser pela expressão dela. Riden tem uma namorada de 5 anos a qual ama profundamente, não há o objetivo romântico nesse contato.
O relacionamento de Riden e Sidney traz muitas surpresas para o leitor e por mais que pareça um grande clichezão, a história vai se aprofundando na vida de todos os personagens de forma que se tornam reais, viscerais. Nos encontramos em cada conflito amoroso, moral, de vida.
Definitivamente não é uma história comum nem esquecível. E me fez pensar muito sobre escolhas que fazemos na vida. Escolhas que parecem acertadas, mas são puramente egoístas, escolhas que fazemos pelos outros achando que podemos saber o que é melhor para eles, escolhas que mantemos por pura comodidade ou falta de reflexão do porquê de tudo.
Recomendo fortemente a leitura desse livro. Ah! Tem mais. Ao longo da história Riden e Sidney escrevem músicas e dá pra escutar elas numa playlist disponibilizada pela autora (que junto com o cantor Griffin Peterson criaram letra e melodia para todas as músicas).
Mexeu comigo demais.
Já leram?


