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15 de junho de 2016

Talvez um Dia

Daí que estou nesse vórtex de leituras de livros new adult desde que li Belo Sacrifício no final do mês passado.

É sempre assim. Os Madoxx demoram a chegar, mas quando chegam me fazem querer ler um monte de romances gostosinhos clichê com garotos difíceis e meninas legais. (com exceção da Abby. Odeio. Quem conhece sabe).

Joguei no google: Bons livros new adult com personagens acima de 16 anos (não sou obrigada).

E apareceram muitas referências aos livros da Collen Hoover. Resolvi experimentar começando por Um Caso Perdido. Que gostei bastante, mas não será o foco desse post.


Já estava ali na lista de espera o Talvez Um Dia. Achei o nome legal, não era trilogia (glórias a Jesus) e as primeiras páginas me pegaram.

Sidney uma garota que vive na universidade e trabalha nela também, divide apartamento com sua amiga Tori e namora Hunter a uns bons dois anos. Só que ela não contava que estivesse levando um baita par de chifres dentro da própria casa. Isso mesmo, o namorado pegando a amiga. Ela arruma uma confusão, soca os dois e se vê na rua, com malas, na chuva e sem ter pra onde ir.  

Aí entra Riden. Um cara que havia entrado na vida de Sidney há pouco tempo com uma amizade curiosa e que resolve hospedá-la no quarto vazio deixado pelo irmão no apartamento.



A relação dos dois começa platônica. Com Sidney à noite de sua varanda acompanhando as músicas tocadas por Riden na varanda oposta. Ela nunca imaginou que ele a percebia ocultamente admirando-o ali até que ele faz contato passando seu número de telefone num cartazinho improvisado. Como a história é contada por Sidney e por Riden sabemos pelo lado dele que ele, além de programador, é músico e compõe canções para a banda de seu irmão que está em relativa ascensão. Sabemos também que ele está em bloqueio criativo com as letras das canções e que percebe certa garota na varanda oposta cantando suas canções dedilhadas no violão. Percebe que pode ser a solução para seus problemas se essas letras que ela canta sozinha para si mesma sejam tão boas quanto parecem ser pela expressão dela. Riden tem uma namorada de 5 anos a qual ama profundamente, não há o objetivo romântico nesse contato.

O relacionamento de Riden e Sidney traz muitas surpresas para o leitor e por mais que pareça um grande clichezão, a história vai se aprofundando na vida de todos os personagens de forma que se tornam reais, viscerais. Nos encontramos em cada conflito amoroso, moral, de vida.

Definitivamente não é uma história comum nem esquecível. E me fez pensar muito sobre escolhas que fazemos na vida.  Escolhas que parecem acertadas, mas são puramente egoístas, escolhas que fazemos pelos outros achando que podemos saber o que é melhor para eles, escolhas que mantemos por pura comodidade ou falta de reflexão do porquê de tudo.

Recomendo fortemente a leitura desse livro. Ah! Tem mais. Ao longo da história Riden e Sidney escrevem músicas e dá pra escutar elas numa playlist disponibilizada pela autora (que junto com o cantor Griffin Peterson criaram letra e melodia para todas as músicas).


Mexeu comigo demais.

Já leram? 

2 comentários:

  1. Que legal isso da playlist (amo gente caprichosa!)
    De YA eu gosto dos livros do Scott Westerfeld (que escreveu feios, mas tem outros como Os Primeiros Dias e Os Últimos Dias que tem esse clima de jovem adulto, mas com personagens acima dos 18 anos).

    Te adicionei no Skoob. :D

    Beijo!

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  2. Eu só acho que....
    V
    O
    U

    T
    E
    R

    Q
    U
    E

    D
    A
    R

    U
    M
    A

    C
    H
    A
    N
    C
    E!

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