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30 de setembro de 2014

A Última Pergunta - Issac Asimov


Admito meu primeiro contato com Isaac Asimov foi através de “Eu, Robô”  e não o livro mas sim aquele filme com Will Smith, e mesmo achando o filme legalzinho, não me empolgou a ponto de me fazer procurar sobre a história, na verdade nem sabia que era um livro.




Há pouco tempo que descobri Isaac Asimov, e isso não me deixa orgulhosa, e com isso descobri, que "Eu, Robô" e só a ponta do iceberg de uma obra toda, gigantesca e pelo as impressões que leio por ai, fascinante.

A algumas semanas, Nay me mandou um o link de um conto e disse para eu "parar tudo e ler", mas não li, me arrependo muito disso, na correria do dia-a-dia acabei deixando para depois e só li ontem.

E minha mente fundiu, achei fascinante, achei perfeito e estou meio embasbacada até agora. E só sei que Asimov que estava lá no final da minha lista de leituras, pulo para frente.

E para que as pessoas, que assim como eu, ainda não leram Asimov...segue o conto A Última Pergunta nesse vídeo, abaixo.

Delicie-se ...




Biografia: Isaac Asimov nasceu em um gueto (Petrovichi) da cidade russa de Smolensk no dia 02 de janeiro de 1920 . Foi com sua família para os EUA em 1923 sendo criado em Nova York no bairro do Brooklyn.
Dedicou sua vida para a divulgação científifca e a criação de obras de ficção científica. Escreveu sua primeira obra, um conto, aos quinze anos. Aos dezoito anos conseguiu vender seu primeiro conto para a revista Amazing Stories. Asimov publicou mais de 260 livros durante sua vida, sendo cerca de cinquenta romances e mais de duzentos livros de divulgação científica. Sua linguagem simples e característico senso de humor abriu as portas da ciência e das descobertas científicas para um público leigo.
Asimov também é famoso por suas obras envolvendo robôs (palavra criada por ele). Nestas obras ele introduziu as Três Leis Fundamentais da Robótica.
  • Primeira Lei - Um robô não pode causar dano a um ser humano nem , por omissão, permitir que um ser humano sofra.
  • Segunda Lei - Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto quando essas ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei.
  • Terceira Lei - Um robô deve proteger sua própria existência, desde que essa proteção não se choque com a Primeira nem com a Segunda Lei da robótica.

Ele criou estas leis para gerar uma nova visão a respeito dos robôs, pois muitos críticos viam nas máquinas um futuro apocalíptico. Asimov por outro lado vê nos robôs, computadores e máquinas um meio útil de libertar o ser humano para tarefas mais criativas.







Fonte: Din

3 de setembro de 2014

Não conte a Ninguém – Harlan Coben


O interesse pelo autor surgiu a partir dessa amiga que eu tenho, a Carol (beijo, Lolinha!). Ela tem uma fascinação por Agatha Christie (na verdade ela só lê Agatha Christie) (Zuera, lolinha) (eu nunca li) e de repente me apareceu apaixonada pelos livros do cara. Recomendando efusivamente. Engraçado é que eu já tinha o livro a um tempo, o título me pegou. Mas como nunca tinha ouvido nada a respeito, foi ficando pra depois na lista infindável de livros para ler. Porque demorei tanto? É só o que tenho me perguntado.





O livro começa fofo. David Beck e sua esposa Elizabeth estão no carro dirigindo em direção ao lago da família de David, onde eles deram o primeiro beijo, aos 12 anos de idade. Desde então todos os anos eles vão ao lago na mesma data, para comemorar o aniversário do primeiro beijo. Eles estão agora casados, mas estão juntos desde crianças.  

Mas o clima de romance é quebrado por algo terrível: Elizabeth é brutalmente assassinada. Beck também é seriamente ferido por uma pancada com um taco de beisebol, fica em coma, mas sobrevive. O caso acaba sendo resolvido e o assassino, um serial killer, condenado.

Algo que parecia ser um taco de beisebol atingiu-me bemn o peito. Meus olhos se arregalaram. Curvei-me, sufocando.  Sem ar. Outro golpe. Desta vez no alto do crânio. Senti um estalo na cabeça, como se tivessem enfiado um prego em minha têmpora. Minhas pernas fraquejaram e caí de joelhos no chão. Totalmente desorientado, coloquei as mãos sobre as laterais da cabeça, tentando protegê-la. O golpe seguinte – o último – atingiu-me bem no rosto. Tombei para trás e caí de volta no lago. Meus olhos se fecharam. Ouvi Elizabeth gritar novamente – dessa vez ela gritou meu nome –, mas o som, todos os sons desapareceram quando afundei.

Oito anos se passam e aí as coisas que pareciam muito resolvidas começam a se mostrar estranhas. Dois corpos são encontrados enterrados nas margens do lago, com sinais de que haviam sido enterrados ali a aproximadamente oito anos antes. Junto com os corpos, foi encontrado um taco de beisebol sujo de sangue.
Concomitantemente, David, que mesmo após tantos anos não consegue superar a morte da esposa, recebe um email esquisito contendo mensagens que só ele e Elizabeth entendem.

Amigos bem-intencionados – esses são os piores – diziam os clichês usuais, por isso posso alertar você: simplesmente exprima suas profundas condolências. Não me diga que ainda sou jovem. Não me diga que vou ficar bem. Não me diga que ela está num lugar melhor. Não me diga que sua morte faz parte de algum plano divino. Não me diga que tive a sorte de viver aquele amor. Cada um desses lugares-comuns me deixava furioso. Eles só me faziam – sei que você vai me achar cruel – pensar no idiota que estava dizendo aquilo e me perguntar por que ele ou ela ainda respirava enquanto Elizabeth apodrecia.

 E aí ele se depara com algo fantasmagórico que deixa Beck numa linha tênue entre a fantasia e a realidade: Elizabeth pode estar viva! Mas onde? Como? Porque? É mesmo ela?  Neste email David é desafiado: “Não conte a ninguém”.

Enquanto David corre em busca de respostas e contra uma possível reviravolta no caso que pode, inclusive, envolvê-lo como suspeito do crime, ele é seguido por pessoas misteriosas que tentam de todas as formas impedir que a verdade venha a tona.
Daí pra frente, meu amigo e minha amiga, é segurar a respiração e não conseguir desgrudar desse livro até a ultima página.





Apesar de David Beck ser o personagem central da trama, muitos outros personagens participam em vários arcos que acontecem todos ao mesmo tempo. Temos os policiais que investigam o caso, os perseguidores de David, A irmã de David, Linda e sua companheira, Shauna, os pais de Elizabeth... Todos com papeis fundamentais e profundos na trama.

O autor soube desenvolver histórias paralelas de cada personagem que, apesar de sabermos estarem conectadas, tem seu próprio ritmo, convergindo para o grande desfecho da história. Personagens até que a principio parecem ser apenas figurantes, se tornam essenciais no decorrer da história.

O bacana também é que o livro é contado em primeira e em terceira pessoa alternadamente, o que permite a profundidade do sentimento dos personagens na hora certa e ao mesmo tempo dá ao leitor aquela visão mais ampla da história, como um expectador da loucura.





A história é bem amarrada e é encerrada de forma convincente. Mas confesso que o final me decepcionou um pouco e até me deixou um pouco confusa.

A verdade é que o livro é uma taquicardia! É como se você estivesse naquela adrenalina num carro numa pista a 300 km/h e espera que o final seja um cantar de pneus e um cavalo de pau, mas o motorista vai e simplesmente desacelera e para. Foi assim que me senti com o fim do livro. Foi uma broxada mesmo. Sendo bem chula. Rsrsrs.

Mas apesar de ter achado o final xoxo, acho que ele explicou bem a história e encerrou de uma forma inteligente, sem deixar pontas soltas.





Eu gostei. Foi minha primeira experiência com a obra do Harlan e eu fiquei tentada a ler mais dele, mas confesso que não agora porque eu to querendo evitar o infarto antes dos trinta, então não dá pra ler dois livros assim seguidos! Rsrs.
O livro é bom, a narrativa é envolvente, a história é boa. É daqueles livros pra começar a ler e não querer mais parar até a ultima linha. (e até a ultima linha novas surpresas acontecem! Taquicardiaaaa)

 “Lembranças machucam, as boas mais ainda...”









PS: Descobri num post do blog Entre Páginas de livros que foi feita uma adaptação cinematográfica do livro em 2006 na França. Mas os autores do blog não curtiram muito o filme e acharam muito diferente da essência do livro. Para ler a opinião completa sobre o filme clique aqui. 

Segundo o site omelete.uol.com.br, a Warner Bros. e a Universal Pictures adquiriram em conjunto os direitos para produzir a adaptação hollywoodiana do livro com Ben Affleck na direção. Mas a notícia é de 2011 e até então não se ouve mais nada a respeito do lançamento do filme.  Li no http://www.cineclick.com.br/ que Ben Affleck teria desistido do projeto para se dedicar ao trabalho como novo Batman. É esperar pra ver. 


20 de julho de 2014

A Garota do Penhasco - Jill Mansel





Não achei uma categoria melhor pra colocar esse livro, na verdade, esse não foi meu primeiro livro da Lucinda Riley. Comprei e li por dois motivos principais:


1. Eu amei "A casa das Orquídeas" da mesma autora

2. Eu achei a capa tão linda, daqueles livros que se quer ter na estante nem que seja só pra enfeitar!

Demorei a começar, ele é um livro grande e eu tinha outras prioridades de leitura.  Mas como sempre, a Lucinda me surpreendeu! Uma vez que eu comecei a ler não consegui mais parar. Passei quase um fim de semana inteiro presa no livro até a última página.

A sinopse do livro nos sites da livraria eu acho super mal feita, com um erro no nome do personagem e com spoilers do livro então não vou colocar aqui, se você quiser dar um Google fica a vontade.

Da mesma forma que em A casa das Orquídeas, a Lucinda consegue fazer um história no presente virar uma teia de histórias que começam no passado, influenciando a vida de todos os personagens. Além disso, ela vai contando as histórias alternando entre passado e presente o que torna a narrativa ainda mais interessante e magnética.

A história começa quando Grania Ryan (achei esse nome bem esquisito, me lembra gralha) (desculpa aí se alguma Grania estiver lendo), uma escultora bem sucedida, volta para sua cidade de origem, na Irlanda (amo! Nunca fui, mas amo!) por causa de uma decepção amorosa. 
Numas andanças pela cidade conhece a garotinha Aurora Devonshire que está a beira de um penhasco (tendeu? Nome do livro? Ahn?). Depois de um primeiro contato meio tenebroso com essa garotinha, elas fazem amizade e Grania aceita cuidar dela por uns tempos para o pai viúvo da menina fazer uma viagem de negócios, uma vez que Grania está querendo passar um tempo distante da casa que dividia em Nova York com Mark e por ter se apaixonado pela meninina órfã e com um pai com pouco tempo disponível para ela.

Ao saber disso, a mãe de Gralha, digo, Grania, não fica nem um pouco feliz e diz que é pra ela se afastar daquela família “maledeta”. 

É óbvio que Grania vai trabalhar lá mesmo assim e o livro então começa a se desenrolar  trazendo todos os fatos do passado que fizeram com a mãe de Grania odiasse a família da menininha.

Uma terceira trama acontece ao mesmo tempo para explicar o que houve entre Grania e Mark e novos acontecimentos na vida do casal/não-casal se desenrolam.

Tá difícil explicar sem contar mais que o necessário, mas tenho certeza que quem ler não vai ser arrepender. Se você gosta de romance, suspense, intrigas, um pouco de história e tramas complexas, a Lucinda é uma autora pra você


A autora consegue fazer personagens profundos, o que gostei bastante. É um romance sim, mas não é nem um pouco superficial. Você odeia e ama personagens que mudam de personalidade ou tomam atitudes inesperadas para o que você imaginava deles. 

Como a história perpassa muitos anos e várias gerações, eu acho um super mérito da autora conseguir fazer o leitor imaginar com detalhes todos os personagens e fazer com que eles tenham substância e façam diferença realmente na história.






SIM! É um livro completo! Coisa rara hoje em dia que o povo que sempre deixar ponta solta pra ficar fazendo continuação da história. Mais um ponto pra capacidade de escrita da autora que fecha com louvor todos os parênteses que abre! E não são poucos!







SIM! Amei a história! No começo fiquei meio receosa da autora estar repetindo a mesma fórmula de A Casa das Orquídeas (e ela repetiu sim um pouco) mas foi uma experiência bem diferente. Muito bem escrito, muito bem ambientado em cenários de outras décadas com descrições bem vivas que te transportam mesmo pra história. Amei os personagens, Amei o final, AMEI! 





 


Stardust - Neil Gaiman




Estou um pouco viciada em Neil Gaiman, então pesquisando na net sobre livros dele descobri que um filme bonitinho que já tinha visto há uns anos atrás era nada mais que uma obra dele. Imagina a minha cara! Obvio corri atrás e 03 dias depois já tinha devorado a história.

"Tristan ama a jovem mais bela do vilarejo de Muralha. Para ser correspondido, ele atende aos caprichos da moça e lhe faz uma promessa quase impossível de cumprir. Uma estrela cadente que ambos vêem cair do céu valerá a mão de Vitória em casamento.
A determinação de trazer a estrela para o vilarejo fará com que o rapaz burle todas as regras e siga para a Terra Encantada, onde supostamente a estrela está. Então, Tristan se vê cercado por piratas voadores, gnomos guerreiros, bruxas esquisitas e sedentas por beleza e princesas do mal. Um mundo de magia está diante dele e tem início um conto de fadas surpreendente e nada convencional.
Neste lugar, os caminhos podem ser belos e sombrios, tristes e alegres, suspeitos e óbvios, mas sempre cheios de segredos. E todos, não só Tristan, estão em busca daquela que parece guardar a solução para todos os problemas do reino mágico. Acontece que a estrela está triste e sem esperança. O maior desafio do jovem apaixonado, então, será fazer a estrela brilhar novamente."





Sim e muito bem estruturado. Gaiman não deixa nenhuma ponta solta e faz com que tudo se encaixe, e isso faz o livro ser fascinante.





Tristan e a Yvaine (Estrela) são sensacionais, assim como muito dos personagens coadjuvantes. O mais interessante dos personagens de Gaiman é o fato de que ninguém é totalmente bom ou totalmente ruim. Isso me encanta muito, porque ele apresenta personagens com problemas de identidade e afirmação.
Tristan precisa crescer, ele é um garoto bobo que não entende seu verdadeiro destino, A Estrela é no inicio bem arrogante, pois odeia o fato de ter perdido tudo e caído na Terra. Os outros personagens como os Senhores da Fortaleza e da Tempestade as bruxas apresentam suas fraquezas e seus devaneios e tudo isso faz com que a história seja completa e impressionante.
Gente o que são os fantasmas?!





Se você gosta de fantasia bem escrita, leia Stardust! É um livro tranquilo de literatura leve e muito gostoso de ler que você viaja junto com a história.







Todo dia – David Levithan





Foi num desses blogs literários da vida, que recomendaram efusivamente o livro, que li a seguinte sinopse:

“O protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.”

Tudo que eu consegui pensar quando lí essa sinopse foi “o espectro/fantasma/ser amorfo acorda todo dia num corpo diferente? OI? Tipo uma possessão?”

 E foi justamente essa curiosidade para entender o desenrolar de algo tão diferente de tudo que eu já tinha lido que me fez querer MUITO ler o livro. 

Enchi o saco de vários amigos falando sobre a história antes mesmo de ter lido. Eu sou daquelas que curte muito um romance brega clichê que não acrescenta nada na vida, mas dessa vez não foi a possibilidade de romance que me chamou atenção, achei a proposta do livro muito louca.

“Acordo.
Imediatamente preciso descobrir quem sou. Não se trata apenas do corpo — de abrir os olhos e ver se a pele do braço é clara ou escura, se meu cabelo é comprido ou curto, se sou gordo ou magro, garoto ou garota, se tenho ou não cicatrizes. O corpo é a coisa mais fácil à qual se ajustar quando se está acostumado a acordar em um corpo novo todas as manhãs. É a vida, o contexto do corpo, que pode ser difícil de entender. Todo dia sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa. Sempre foi assim.”

“A” vive por um dia a vida de uma pessoa aleatória, seja mulher, homem, branco, negro, homo ou heterossexual, almofadinha, Cheerleader, psicopata, entediado, viciado, depressivo, whatever!  O único padrão que A sabe é que acorda em vidas na mesma idade, 16 anos durante a janela narrativa do livro, e que estão num determinado raio geográfico. Somente se a pessoa na qual A está assumindo o corpo naquele dia viaje para um outro lugar distante, ele muda esse raio de “ação”. Tipo, se o hospedeiro sai dos EUA e vai para o Hawai, A passa a acordar em corpos Hawaianos.

A também consegue acessar as memórias do corpo em que está, de forma que possa reconhecer o cotidiano da pessoa, saber o que ela é e o que ela faz. Além disso, também pode influenciar nas memórias que aquela pessoa terá do dia em que ficou sendo apenas um hospedeiro.  Porque senão seria mega estranho a pessoa topar com a mãe no corredor e não saber quem ela é! Pior ainda é acordar no dia seguinte e lembrar que disse para o próprio namorado que não fazia ideia de quem ele era e ter que arranjar justificativas para isso.

Vejam bem que até agora não pude usar ele ou ela pra me referir a A, porque essa é uma questão extremamente bem pensada e escrita no livro: A não tem gênero. Apesar da gente acabar imaginando que seja do gênero masculino ao longo do livro devido a paixão por Rhiannon, o autor consegue ser muito sutil e criativo em explorar os fatores pelos quais A se apaixona por ela e deixa claro que não tem nada a ver com o fato dela ser mulher.


Os personagens têm muito potencial. A é inteligente e sensível,apesar dos seus conflitos de 16 anos, e consegue cativar quem lê suas experiências em corpos alheios, de forma muito suave. Rhianon também é um personagem muito legal, apesar de ser bem o esteriótipo da garota de 16 anos meio imatura e meio assustada.Senti um pouco de raiva dela às vezes por ser tão obcecada por Justin (o namorado citado na sinopse) e ser tão covarde para reconhecer o óbvio. 


O bacana dos personagens é que todos eles, e são muitos, um por dia, acabam se envolvendo na história de alguma forma. Inevitavelmente, devido a fascinação que A tem por Rhiannon, as vidas que A vive se envolvem nesta história e características de boa parte dessas pessoas acabam afetando a forma como A pensa e ama.


 A história tem conflitos. Já existe um conflito básico que é obvio: um ser que acorda todos os dias num corpo diferente e tem que viver a vida daquela pessoa sem deixar o mínimo de rastros possível, sem afetara vida do hospedeiro. Mas aí chega Rhiannon, que joga a sensatez de A para o espaço e tudo passa a girar em torno dela. 

Os conflitos dentro da mente de A vão se multiplicando: será que tinha o direito de amar alguém? Era possível dar certo com Rhiannon? Eles poderiam fazer essa loucura funcionar de alguma forma?  Será que ele estava cumprindo as próprias regras e não interferindo nas vidas das pessoas? Será que era realmente possível não interferir nas vidas das pessoas? Será que era possível dar um jeito de escolher um corpo e viver nele pra sempre? Será que existiam outros como A?


Essas e muitas outras perguntas são feitas e respondidas ou não, mas fazem com que a experiência de ler o livro se torne muito pirada e interessante. Os assuntos se abrem e se fecham, talvez de forma insuficiente para alguns. Eu considerei suficientemente bom.  Fechei o livro e fiquei pensando durante horas naquela loucura toda. 


Yan também recomenda!
Valeu MUITO a pena ler! O livro aborda tantas questões e te faz questionar tantas coisas, estranhar tantas outras. Acho que a questão central de tudo é como todos nós julgamos os outros pelas aparências, como tentamos colocar as coisas em estantes com rótulos. Nesse quesito o livro o pra mim além de uma experiência literária, foi uma experiência sensorial também, porque você acaba se colocando naquelas situações e inevitavelmente rotula e se confronta com seus próprios preconceitos.  E A é tão desprovido dessa diferenciação que te deixa constrangido ao ler.



Recomendo com bandeirinhas e letreiros piscantes! 







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