Não achei uma categoria melhor pra colocar esse livro, na verdade, esse não
foi meu primeiro livro da Lucinda Riley. Comprei e li por dois motivos principais:
1. Eu amei
"A casa das Orquídeas" da mesma autora
2. Eu achei
a capa tão linda, daqueles livros que se quer ter na estante nem que seja só
pra enfeitar!
Demorei a
começar, ele é um livro grande e eu tinha outras prioridades de leitura. Mas como sempre, a Lucinda me surpreendeu! Uma
vez que eu comecei a ler não consegui mais parar. Passei quase um fim de semana
inteiro presa no livro até a última página.
A sinopse
do livro nos sites da livraria eu acho super mal feita, com um erro no nome do
personagem e com spoilers do livro então não vou colocar aqui, se você quiser
dar um Google fica a vontade.
Da mesma
forma que em A casa das Orquídeas, a Lucinda consegue fazer um história no
presente virar uma teia de histórias que começam no passado, influenciando a
vida de todos os personagens. Além
disso, ela vai contando as histórias alternando entre passado e presente o que
torna a narrativa ainda mais interessante e magnética.
A história
começa quando Grania Ryan (achei esse nome bem esquisito, me lembra gralha)
(desculpa aí se alguma Grania estiver lendo), uma escultora bem sucedida, volta
para sua cidade de origem, na Irlanda (amo! Nunca fui, mas amo!) por causa de
uma decepção amorosa.
Numas andanças pela cidade conhece a garotinha Aurora
Devonshire que está a beira de um penhasco (tendeu? Nome do livro? Ahn?).
Depois de um primeiro contato meio tenebroso com essa garotinha, elas fazem
amizade e Grania aceita cuidar dela por uns tempos para o pai viúvo da menina
fazer uma viagem de negócios, uma vez que Grania está querendo passar um tempo
distante da casa que dividia em Nova York com Mark e por ter se apaixonado pela
meninina órfã e com um pai com pouco tempo disponível para ela.
Ao saber
disso, a mãe de Gralha, digo, Grania, não fica nem um pouco feliz e diz que é
pra ela se afastar daquela família “maledeta”.
É óbvio
que Grania vai trabalhar lá mesmo assim e o livro então começa a se desenrolar trazendo todos os fatos do passado que fizeram
com a mãe de Grania odiasse a família da menininha.
Uma
terceira trama acontece ao mesmo tempo para explicar o que houve entre Grania e
Mark e novos acontecimentos na vida do casal/não-casal se desenrolam.
Tá difícil
explicar sem contar mais que o necessário, mas tenho certeza que quem ler não
vai ser arrepender. Se você gosta de romance, suspense, intrigas, um pouco de
história e tramas complexas, a Lucinda é uma autora pra você
A autora consegue fazer personagens profundos, o que gostei bastante. É um romance sim, mas não é nem um pouco superficial. Você odeia e ama personagens que mudam de personalidade ou tomam atitudes inesperadas para o que você imaginava deles.
Como a
história perpassa muitos anos e várias gerações, eu acho um super mérito da
autora conseguir fazer o leitor imaginar com detalhes todos os personagens e
fazer com que eles tenham substância e façam diferença realmente na história.
SIM! É um
livro completo! Coisa rara hoje em dia que o povo que sempre deixar ponta solta
pra ficar fazendo continuação da história. Mais um
ponto pra capacidade de escrita da autora que fecha com louvor todos os
parênteses que abre! E não são poucos!
SIM! Amei a
história! No começo fiquei meio receosa da autora estar repetindo a mesma
fórmula de A Casa das Orquídeas (e ela repetiu sim um pouco) mas foi uma
experiência bem diferente. Muito bem escrito, muito bem ambientado em cenários
de outras décadas com descrições bem vivas que te transportam mesmo pra
história. Amei os personagens, Amei o final, AMEI!
Achei o máximo ela ter ficado com o Mark no fim de tudo. Num mundo em que tudo está tão esquisito e os relacionamentos tão fúteis e superficiais, um casal que errou e se perdoou para viverem juntos pra mim foi um final primoroso! Concordam?

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