É difícil começar a falar sobre esse livro, sobre esse
filme. Eu comecei lendo o livro, pra constar. A primeira coisa que me chamou a
atenção foi o título. Extenso, bonito, poético.
Em suma, a história é a seguinte:
“No momento em que narra os
fatos de 'Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios', o fotógrafo
Cauby está convalescendo de um trauma numa pensão barata, numa cidade do Pará
que algum tempo antes fora palco de uma corrida do ouro. Sua voz se propõe a
ser impregnada da experiência de quem aprendeu as regras de sobrevivência no
submundo - mas não é do ambiente hostil ao seu redor que ele está falando. O
motivo de sua descida ao inferno é Lavínia, a misteriosa e sedutora mulher de
Ernani, um pastor evangélico. A trajetória do fotógrafo vai sendo explicada por
meio de pistas - a história de Chang, morto num escândalo de pedofilia; o mistério
de Viktor Laurence, jornalista local que prepara uma vingança silenciosa; a
vida de Ernani, que no passado tirou Lavínia das ruas e das drogas. Mesmo
diante dos riscos, Cauby decide cumprir seu destino com o fatalismo dos
personagens trágicos.”
Mas cara, é muito “em suma”
MESMO.
Pra começar preciso dizer,
Marçal Aquino, meu bem, que livro magistral, que texto cativante, que narrativa
perfeita, que personagens profundos.
O livro, que é narrado por
Cauby, na maior parte do tempo, e começa do fim da história. O livro então vai contando a história, não necessariamente
de forma cronológica, mas de forma muito envolvente. Vamos conhecendo pouco a
pouco esse amor que Cauby desenvolve por Lavínia que é uma personagem cheia de
camadas, cheia de mudanças, de inquietações.
O próprio Cauby reconhece duas Lavínias, chamando uma delas
inclusive de Shirley... Ela se comporta como duas: uma sensual, sexual, lasciva
e outra fechada, depressiva, oprimida. Tanto que mantém o relacionamento com o marido Ernani e com
Cauby ao mesmo tempo, sem medo de ser flagrada. Um misto de loucura e lucidez
difícil de explicar.
Ernani também amava muito Lavínia. Inclusive uma parte do
livro narra a história dos dois. Uma história perturbadora também que envolve o
desejo desse homem de salvar a alma de uma prostituta na esquina, e como essa
mulher acabou se tornando sua mulher. Parece óbvio mas não é! É cheio de
detalhes e pensamentos e avaliações. LEIA!!
É um livro visceral, de amor, de loucura, desses que te faz
pensar e refletir e ter ressaca literária de dias!
Os personagens secundários também são muito bons e muito bem
trabalhados pelo autor, inclusive ele cria um filósofo que tem citações
maravilhosas dessas que a gente quer grifar com marca-texto!
"Uma reserva de sonho contra tudo o que não é doce,
sutil ou sereno. É o mais próximo da felicidade que podemos experimentar,
sustenta Schianberg. Não sei que nome você daria a isso. Bem, não importa
muito, chame do que quiser. Eu chamo de amor."
E O FILME?
O filme pra mim acabou sendo somente a experiência sensorial
do livro. Sabe aquele desejo de ver os personagens que você imaginou? Camila Pitanga maravilhosa, arrasando no papel da Lavínia.
Ela conseguiu transformar em imagem essa loucura da Lavínia de forma magistral.
Atuação impecável.
A história muda um pouco, o que é bem natural, alguns
personagens saem, outros são até melhor explorados no filme. Posso resumir da seguinte forma: o livro é FANTÁSTICO, o
filme é bom.
Acho que quem não leu o livro, não verá o filme com os mesmo
olhos. Mas acredito que vale muito a experiência! Reitero o que venho dizendo desde o início: Leia o livro! E
depois veja o filme!
É uma história de amor incomum que coroa um autor nacional,
e que vem carregado de intrigas, história, regionalismo, cultura, sensualidade,
enfim! Fica a Dica!
Abaixo o trailer do filme para dar aquele gostinho!
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