Esse final de semana, como muitos nos últimos tempos, eu passei sozinha no interior do Estado, que é o local onde eu trabalho e vivo a maior parte dos meus dias. Acontece que quando não viajo pra casa, fico completamente sozinha e ociosa numa cidade sem nada pra fazer e acabo ocupando o tempo com muitos, muitos, filmes, séries, livros e afins.
Dai que assisti Vicky Cristina Barcelona. Eu sei, o filme é velho, mas me deixa, não tinha visto ainda. E aí, empolgada com Scarlet Johanson ~porque quem não, não é mesmo? Deusa. Fica estranho eu dizer que queria ter aqueles peitos?~ assisti de novo Diários de uma babá ~ que também tem o Chris Evans multiplica Deus ~.
Apesar de aparentemente parecer que não, os filmes apresentam absolutamente a mesma temática: aquele momento que você reavalia a vida e seus planos quando se coloca numa perspectiva de vida completamente diferente.
As norte-americanas Vick e Cristina resolvem passar o verão em Barcelona (o que fazer com a vontade de embarcar prá lá amanhã?) e apesar de estarem uma em cada momento da vida, uma com tudo aparentemente certo e uma com tudo desmoronando, ambas se colocam em situações que as fazem questionar se realmente sabem quem são, se se reconhecem nos seus próprios destinos, se estão ok com seus planos de vida ou com sua falta de planos de vida.
Da mesma forma, Annie surta quando é questionada numa entrevista sobre "Quem é Annie?" e parte para uma função de babá, completamente diferente da carreira de finanças para a qual se preparou durante seus últimos anos na faculdade, com o objetivo de pôr a cabeça no lugar e realmente decidir sobre que rumo tomar na vida.

Se colocar numa nova perspectiva é sempre revelador. É como se nossa vida fosse nosso quarto que gente conhece bem, dorme todo dia nele, já sabe até de cor aonde estão as manchas nas paredes, mas de repente, por causa de uma reforma, se vê olhando o mesmo cômodo de um canto totalmente novo e talvez repensando o potencial de tudo aquilo pra ficar muito melhor do que era. Ou pra fechar o caixão e decidir que definitivamente precisa de um quarto novo porque aquele já não te cabe mais. Fisicamente falando ou não.
Às vezes essa perspectiva vem de livre espontânea vontade. Você decide como Vick e Cristina, fazer aquela viagem ou aquele sabático. Ou às vezes somos simplesmente forçados a ela, como Annie, que precisava de dinheiro enquanto a mãe rica do Upper East Side precisava de uma babá. Certo ou tarde a perspectiva vai acontecer na nossa vida e por mais que tentemos, jamais estaremos preparados para passar por ela com maturidade. Porque ela acontece pra mexer com nossa estrutura mesmo e quase sempre estamos tão agarrados às nossas certezas que mudanças são quase cirurgias. Na maioria das vezes sem anestesia.
Mas o que importa mesmo é que no fim sempre saímos diferentes. Veja bem, não necessariamente saímos bem, porque o final não precisa ser feliz. (E o que é felicidade afinal?). Às vezes o furacão vem, derruba umas telhas, mas sua casa permanece de pé. Você pode ter umas goteiras na próxima temporada de chuvas, mas agora sabe que a estrutura da sua casa é firme e que não cede pra qualquer tranco.

esse filme, especificamente uma frase desse filme, fez eu terminar um relacionamento, HEH :D
ResponderExcluirEntão eu preciso assistir esse filme, porque eu nunca vi! To nesse processo de adaptação e reavaliação da minha vida, recuperando meu tempo e investindo em coisas que me fazem feliz. Mano, que post perfeito pro momento que to vivendo! Sim, as vezes você passa pela tempestade e sim, as vezes você perde muita coisa. Mas você acaba aprendendo do que é feito. Acabei de checar e tem no Netflix! Já tenho planos pra hoje à noite hahaha!
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