Orange is the New Black está bem famosinho
ultimamente, mas não necessariamente pelo livro. A série da Netflix, de mesmo
nome, está bombando e eu sou uma das viciadinhas nas histórias malucas da
prisão. A série tem muita comédia, muito drama e é altamente viciante, então se
você é dessas que se apega fácil, cuidado. A Netflix liberou a segunda
temporada numa sexta feira e eu me internei no fim de semana pra fazer
maratona!
Mas como
tudo no mundo das adaptações literárias, é necessário dizer que o seriado é
apenas baseado na biografia da Kerman. Eles mantiveram inclusive o nome da
autora no personagem que representa a própria no seriado, substituindo apenas o
sobrenome, passando a se chamar Piper Chapman.
No seriado
também temos personagens baseados em algumas descrições de companheiras de prisão
que a Kerman descreve no seu livro, mas também são adaptadas e ampliadas para
benefício da trama.
O que não
desmerece nenhuma das duas mídias. O seriado é fantástico, recomendo
fortemente.
Mas estamos
aqui hoje pra falar do livro e queria dizer que o livro me impressionou. Até
porque senão não estaria aqui falando dele.
A história
da Piper é muito, muito maluca. Pra você que nunca ouviu nada sobre o assunto,
o que eu acho meio difícil, em resumo é o seguinte:
A Piper assim que saiu da
universidade ficou meio perdida na vida, sem emprego, trabalhando em barzinho
como garçonete, coisas de americanos. Numa ocasião
conhece Nora e elas começam um relacionamento. Acontece que Nora é parte de uma
quadrilha internacional de tráfico de drogas. Piper sabe disso, mas vive o
relacionamento indiferente a isso, aproveitando viagens internacionais
promovidas pela namorada e outros luxos. Numa dessas viagens Piper aceita
transportar dinheiro do tráfico em sua mala. Nada acontece na viagem e meses
depois ela e Nora terminam. Anos de passam, 10 anos pra ser mais precisa, e
Piper está trabalhando, morando em Nova York e noiva de Larry (mesmo nome na
vida real e na série). O cartel de drogas da qual Nora pertencia é investigado
e o nome da Piper é citado pelo crime de lavagem de dinheiro. Ela então precisa
decidir se vai a julgamento ou se entrega a justiça americana para cumprimento
de pena. Ela opta por se entregar e precisa passar 15 meses presa numa cadeia
estadual americana.
Daí então
Piper conta no livro essa experiência louca de uma pessoa, formada, bem
empregada, de classe media alta nos EUA, passando 15 meses na cadeia com gente
de todo tipo.
O livro foi uma lição de vida fantástica e um mergulho na vida das pessoas. A Piper vive ao longo do livro uma profunda descoberta dela mesma e das coisas que realmente valem a pena na vida dela.
O texto é
muito bem escrito e você lê muito rápido. Eu que não sou uma pessoa de biografias
adorei. Vale muito a pena.
O livro
pra mim foi muito chocante porque Piper poderia ser eu, poderia ser você. Não
que eu me envolveria com uma traficante de drogas internacional, mas quantas
outras escolhas erradas nessa vida podem levar para caminhos errados jovens de
boas famílias, com educação e tudo mais?
Eu me
senti na pele dela, vivendo cada situação, me assustando com cada realidade que
era apresentada a ela na prisão. Sofrendo cada mês que passava e cada loucura
nova que ela criava pra manter a sanidade até o fim do processo.



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