Me veio isso a mente enquanto estava observando o mundo e vendo o
quanto somos acomodados.
Caraca, somos muito acomodados.
Nos acostumamos com qualquer coisa, desde que aquilo pareça
relativamente agradável para nós, pelo menos nos primeiros cinco minutos.
Tipo
aquela velha ilustração da rã que é colocada viva numa panela com água e que o
fogo é ligado para que a água vá esquentando aos poucos e a pobre rã morra
cozida sem nem ao menos se dar conta disso.
Somos iguais. Preferimos as situações mais fáceis às melhores.
Trabalhamos em empregos e fazemos coisas que não queremos porque dá
muito trabalho dizer que não podemos. Dá muito trabalho só de pensar em começar
tudo de novo em outro lugar.
Ficamos em relações que não nos fazem felizes, de amor, de amizade, de
trabalho, porque não queremos ter o trabalho de nos indispor. Tendemos a permanecer em repouso até que o outro alguém arranje um
motivo pra você. Ficamos esperando por essa mitológica força externa que vai
nos tirar da nossa zona de conforto.
Mas veja só, essa força externa só existe na mecânica clássica. Na
vida, ou você arranja motivação interna pra se mover ou ficará eternamente com
seu corpo, sua mente e sua alma em repouso. E tudo que está parado, a gente
sabe, dá limo, dá bolor, enferruja.
Newton também falou que nossos movimentos retilíneos uniformes também
são interrompidos por essa força externa. E num é?
A gente embala, levanta, sacode a poeira, toma um rumo
e começa a caminhar, até que chegue alguém pra criticar. E como tem gente pra
criticar. Eita força externa poderosa.
Quanto mais eu vivo mais eu percebo que para uma pessoa que toma
iniciativa existem trinta para agourar e dizer que não vai dar certo. Corpos em
repouso eterno que se colocam no seu caminho para tentar te impedir de seguir
em frente.
A gente escuta, até se abala, mas veja só, que flor bonita alí
naquelas árvores e puf! O que é mesmo que você disse?
Um peixinha muito sábia, um mantra pra escutar quando a gente resolver
repousar: Continue a nadar... Continue a nadar...



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